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	<title>Blog - Angelino &#187; Informação</title>
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		<title>Oficina do Angelino em São Paulo. Participe!</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 02:02:02 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/email.mkt_.livila-.B.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1388" title="Oficina SP" src="http://angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/email.mkt_.livila-.B-235x300.jpg" alt="Shopping Cidade Jardim" width="235" height="300" /></a><a href="http://angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/Screen-shot-2011-08-14-at-10.09.36-PM1.png"><br />
</a></p>
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		<title>A letra de mão vai acabar?</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2011 19:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angelino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O uso de computadores, celulares, tablets e laptops têm transformado o dia a dia das crianças. As mudanças são visíveis nas brincadeiras e também na hora do aprendizado dos pequenos. Tanto que nos Estados Unidos, a tradicional forma de escrever com a letra cursiva (de mão) foi considerada ultrapassada e o ensino deve ser abandonado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Screen-shot-2011-07-30-at-4.02.35-PM.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1359" title="A letra de mão vai acabar." src="http://angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Screen-shot-2011-07-30-at-4.02.35-PM-300x223.png" alt="Estados Unidos estão abolindo o ensino da letra cursiva em várias regiões." width="300" height="223" /></a>O uso de computadores, celulares, tablets e laptops têm transformado o  dia a dia das crianças. As mudanças são visíveis nas brincadeiras e  também na hora do aprendizado dos pequenos. Tanto que nos Estados  Unidos, a tradicional forma de escrever com a <strong>letra cursiva</strong> (de mão) foi considerada ultrapassada e o ensino deve ser abandonado em mais de 40 estados norte-americanos.</p>
<p>O primeiro deles a suspender por lei o ensino da letra cursiva  nas escolas foi o estado de Indiana. Os defensores do novo código  argumentam que, atualmente, as crianças não necessitam e quase não se  utilizam de caneta e papel para escrever e por isso a alfabetização deve  se focar no ensino da letra bastão e nos métodos de digitação. A medida  causou polêmica nos EUA. Será que o hábito pode ser incorporado por  aqui também? Confira matéria do portal Crescer.<span id="more-1358"></span></p>
<p>Para a psicopedagoga Anete Hecht,  diretora pedagógica do Colégio I.L.Peretz, em São Paulo, não há motivos  que justifiquem a retirada do ensino da letra cursiva nas escolas  brasileiras. “Os métodos devem ser somados e não reduzidos. A  alfabetização acontece no primeiro momento com a letra bastão, depois a  criança passa para a letra cursiva. Isso é importante porque na letra de  mão, a criança desenvolve traços da sua identidade e personalidade”,  afirma. A psicopedagoga se preocupa também com o desenvolvimento da  coordenação motora fina das crianças, que poderia ser prejudicada pelo  abandono da letra de mão.</p>
<p>Mas segundo Saad Ellovitch, neuropediatra do Hospital Samaritano de São Paulo, o desenvolvimento da <strong>coordenação motora</strong> fina não está estritamente relacionado à escrita cursiva, mas também ao  uso das mãos em movimentos sutis. “O cérebro se adapta às necessidades  do corpo. Você pode desenvolver a motricidade fina, ou seja, a  capacidade de execução de movimentos pequenos e delicados, com outras  atividades, como por exemplo, o desenho”, afirma a especialista. O corpo  é capaz de se adaptar assim às novas condições impostas pelo  desenvolvimento humano.</p>
<p>Hoje, a substituição da  escrita cursiva pela digital se apresenta como um processo natural &#8211; e  não necessariamente um problema. “A escrita digital predomina na maioria  dos trabalhos da esfera profissional. Por isso, o investimento no  ensino da letra cursiva para essa função está cada vez mais em desuso&#8221;,  explica Maria Jose Nóbrega, filóloga e assessora da Secretaria Municipal  de Educação de São Paulo. A portabilidade dos equipamentos é outro  fator que desestimula a escrita de mão. No entanto, como os impactos das  novas tecnologias sobre a educação e o aprendizado ainda são pouco  conhecidos, a especialista reforça que os novos e os antigos métodos  tendem a ser usados de forma conjunta.“Ainda não podemos excluir o  ensino da letra cursiva, porque no Brasil nós não temos a  universalização do acesso ao computador&#8221;, diz.</p>
<p>Outra  razão seria porque a escrita manual desempenha algumas funções que ainda  não foram substituídas pela digital. Uma letra bonita, em um caderno  arrumado, é claro, também ensina conceitos de organização.</p>
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		<title>Piracicaba é a primeira cidade do Brasil a proibir o Bisfenol-A.</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 17:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angelino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Piracicaba (a 160 km de São Paulo) é a primeira do Brasil a aprovar uma lei municipal que proíbe a comercialização de mamadeiras, chupetas, alimentos e bebidas que contenham o bisfenol-A (BPA), segundo informação da Câmara dos Vereadores da cidade nesta quinta-feira. Usado em plásticos, bisfenol-A altera comportamento de roedores Canadá e outros países proíbem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Bebe-Mamadeira.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1418" title="Bebe-Mamadeira" src="http://www.angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/Bebe-Mamadeira-300x195.jpg" alt="" width="300" height="195" /></a>Piracicaba (a 160 km de São Paulo) é a primeira do Brasil a aprovar uma lei municipal que proíbe a comercialização de mamadeiras, chupetas, alimentos e bebidas que contenham o bisfenol-A (BPA), segundo informação da Câmara dos Vereadores da cidade nesta quinta-feira.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/935847-usado-em-plasticos-bisfenol-a-altera-comportamento-de-roedores.shtml">Usado em plásticos, bisfenol-A altera comportamento de roedores</a><br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/935850-canada-e-outros-paises-proibem-uso-de-bisfenol-a-em-mamadeiras.shtml">Canadá e outros países proíbem uso de bisfenol-A em mamadeiras</a></p>
<p>O projeto de lei proposto pelo vereador Capitão Gomes (PP) aguarda somente a sanção do prefeito.</p>
<p>O bisfenol-A é um químico usado na fabricação do plástico e no revestimento interno de latas de bebidas e alimentos. Pode provocar puberdade precoce, câncer, alterações no sistema reprodutivo e no desenvolvimento hormonal, infertilidade, aborto e obesidade, de acordo com pesquisas.</p>
<p>A substância já foi proibida na União Europeia, no Canadá, na China, na Malásia e na Costa Rica, além de 11 Estados norte-americanos.</p>
<p>Segundo a Câmara, o projeto concede um prazo de 120 dias para os fabricantes, distribuidores e comerciantes se adequarem à proibição.</p>
<p>Em âmbito nacional também está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei do deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) que proíbe o uso do bisfenol-A em mamadeiras e produtos destinados ao consumo em todo o território nacional.</p>
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		<title>Fraldas em evolução.</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 14:12:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de roupas, sapatos, bolsas e joias “verdes”, a onda sustentável acaba de chegar ao mundo dos bebês recém-nascidos em um item de extrema necessidade: a fralda. Mas não é de se estranhar, visto que o lixo que os pequenos produzem com as versões descartáveis é enorme. A discussão entre mães é infindável. Umas dizem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de roupas, sapatos, bolsas e joias “verdes”, <strong>a onda sustentável acaba de chegar ao mundo dos bebês recém-nascidos </strong>em um item de extrema necessidade: a <strong>fralda. </strong>Mas não é de se estranhar, visto que o <strong>lixo</strong> que os pequenos produzem com as versões descartáveis é <strong>enorme</strong>.  A discussão entre mães é infindável. Umas dizem que o lixo gerado é  inaceitável e que o melhor é usar as de pano. Outras, porém, dizem que a  água usada para lavar as feitas com tecido é muita, além do desconforto  desnecessário para a vida moderna que já é por demais agitada.</p>
<p>Para se ter uma ideia, uma criança gasta em seus <strong>dois primeiros anos uma média de 5.500 fraldas, </strong>que levam até <strong>500 anos para se decomporem em aterros. </strong>Para  fabricar cada uma é necessário que cinco árvores sejam derrubadas. E  não para por aí: aproximadamente 2% do lixo recolhido são de fraldas  descartáveis. Para finalizar, <strong>um bilhão de árvores são utilizadas por ano </strong>para que não falte matéria-prima para essa indústria.</p>
<p>Apesar destes dados, a <strong>questão ainda é polêmica</strong>,  mas acreditamos que somente se levantarmos prós e contras e começarmos a  refletir sobre o assunto é que vamos conseguir ter a consciência  necessária para <strong>gerar atitudes na indústria e no consumidor</strong>.</p>
<p><strong>Para mostrar que as empresas estão  dispostas a evoluir e trazer modelagens de pano mais modernas e que dêem  menos trabalho para as mães</strong>, selecionamos alguns exemplos divertidos e tão bonitos que podem ficar aparentes.</p>
<p>A marca <strong><a href="http://www.kissaluvs.com/" target="_blank">Kissaluvs,</a></strong> por exemplo, fez um modelo produzido com<strong> algodão e um forro de veludo de bambu.</strong> O design ainda é moderno e conta com uma estampa repleta de elementos selvagens e coloridos.</p>
<p><img title="Modelo divertido de fralda da Kissaluvs" src="http://style.greenvana.com/wp-content/uploads/2011/05/Kissaluvs.jpg" alt="" width="480" height="360" /></p>
<p>Seguindo a onda da Kissaluvs, a canadense <a href="http://www.kushies.com/" target="_blank"><strong>Kushies</strong></a> também lançou uma linha de fraldas de pano. O <strong>tecido  utilizado tem seis camadas de flanela 100% algodão e uma camada  especial super eficiente na absorção das necessidades de seu bebê.</strong></p>
<p><a href="http://style.greenvana.com/wp-content/uploads/2011/05/Kushies.jpg"><img title="Modelos da Kushies" src="http://style.greenvana.com/wp-content/uploads/2011/05/Kushies.jpg" alt="" width="480" height="360" /></a></p>
<p>Esses dois exemplos são meramente ilustrativos, já que várias <strong>outras marcas também apostam em modelos feitos de pano com esse estilo, digamos, mais fashion. </strong>A novidade de <strong>ambos  é que uma faixa de pano (que também pode ser descartável) é colocada na  área que vai entrar em contato com as “necessidades” do bebê</strong>.  Assim, fica mais fácil de lavar a parte suja e reutilizar a outra. E se  você preferir usar somente este pedaço descartável, seria como um  absorvente feminino embutido em uma “calcinha”. <strong>Com essa versão “híbrida”, grande parte do lixo já seria evitado.</strong></p>
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		<title>Mas eu sou só a avó dessa criança&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 13:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabel Parolin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma senhora, ao ser chamada na escola para conversar sobre alguns problemas que o seu neto estava tendo, respondeu para a orientadora: &#8220;mas o que você quer que eu faça&#8230;eu sou só a avó dele!&#8221;. &#8220;Mas não é a senhora que cria ele?&#8221; perguntou a orientadora. &#8220;Sim, bem&#8230; mais ou menos&#8221;. Me explique melhor&#8221;, pediu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma senhora, ao ser chamada na escola para conversar sobre alguns problemas que o seu neto estava tendo, respondeu para a orientadora: &#8220;mas o que você quer que eu faça&#8230;eu sou só a avó dele!&#8221;. &#8220;Mas não é a senhora que cria ele?&#8221; perguntou a orientadora.  &#8220;Sim, bem&#8230; mais ou menos&#8221;. Me explique melhor&#8221;, pediu a orientadora.&#8221;Bem, quando a minha filha conseguiu o emprego dela, ela pegava o menino todos os dias. Às vezes, ele ia dormindo e no outro dia ele voltava dormindo. Achamos que isso era ruim pro menino, e ele acabou ficando comigo na semana, e no sábado ele ia pra casa. Depois a minha filha precisou do sábado pra estudar, ela faz uma pós, daí ela precisava fazer supermercado e essas coisas. Daí ele foi ficando, porque ela almoça  comigo nos domingos&#8230;e ele foi ficando direto comigo. Eu gosto muito dele e ele de mim. Nós somos acostumados um com o outro&#8221; &#8211; contou, singelamente a senhora. &#8220;Mas então, é a senhora quem educa ele, quem dá os limites e as regras etc,  não é?&#8221; &#8211; quis saber a orientadora. &#8220;Não! Isso eu deixo pra minha filha. Ele é meio difícil de obedecer. Na verdade, ele não obedece nem ela. . . Eu só cuido dele.&#8221;</p>
<p>Que perigo! E agora? Quem irá responder pela criança? Quem dará os princípios para ela? Quem irá educá-la?</p>
<p>Se os pais só convivem com a criança no domingo, e a avó não se assume como educadora da criança, certamente, a criança não está esperando os pais terem tempo e oportunidade para educá-la. Ela está se formando da forma como ela consegue e a partir do que ela percebe e conecta. E o que será que ela está aprendendo?</p>
<p>Vocês devem estar pensando que isso acontece por que essa senhora é muito simples. Enganam-se. Isso acontece em todos os níveis sociais.  Uma avó me disse, numa agência de viagens: &#8220;minha filha quer que eu vá à Disney com meus netos&#8230; não vou de jeito nenhum, eles não me obedecem. Já sei que, se eu for, só vou me incomodar!&#8221;. Continuou ela: &#8220;Já nos desentendemos muito, agora eu me calo, fazer o quê, se ela quer assim. Só não sei o que vai ser quando eles crescerem&#8230;&#8221;</p>
<p>Muitas avós têm tido a tarefa de acompanhar o dia a dia de seus netos, por força de circunstâncias parecidas com a dos relatos acima. Bem, tem de educar! Não se pode deixar para depois o que precisa ser feito na hora do acontecido. Não se pode menosprezar o valor educativo da boa convivência, das conversas que bem encaminham. É aqui e agora. Educar é ato de amor e dedicação à criança, não deveria ser um fardo. Se analisarmos os relatos das avós, ambas denunciam que educar é algo muito difícil, cansativo e que requer muita energia. Isso poderá realmente acontecer se a educação da criança for sendo deixada para outros tempos. Quando ela aprenderá? Quem a ensinará?</p>
<p>O mesmo acontece com crianças que ficam com empregadas e babás. Elas se defendem dizendo que não são os pais, mas a rotina acontece com elas, ao lado delas! Por isso é tão delicado deixar crianças com outras pessoas. Devemos sempre pensar: ela saberá encaminhar as questões da educação que desejamos aos nossos filhos?</p>
<p>A convivência e o dia a dia possibilitam a cumplicidade, as parcerias tão necessárias para a saúde da família. Quem convive,  quem cuida, quem está presente tem a força mobilizadora e a autoridade para encaminhar aprendizagens e provocar desenvolvimento.</p>
<p>Não podemos esquecer que a infância é o período cujas vivências afetivas formam a identidade da criança e o estilo dela relacionar-se com o mundo, e a vida em família é o berço que potencializa alguns entendimentos, tais como o da solidariedade, da fraternidade, da tolerância, da esperança, além, é claro, da grande lição que é aprender a amar!</p>
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		<title>Sling é moda ou tradição?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 00:54:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Silvia Gioielli</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda vez que me sinto atropelada pelo estilo de vida atual, olho para trás. Quando me sinto aflita com a modernidade vou resgatar, lá na tradição, algum costume já consagrado que me dá um pouco mais de certeza de que estou escolhendo com mais sabedoria. Em várias ocasiões da minha vida, resgatar o tradicional pesou mais e me trouxe mais benefícios do que ceder ao imediatismo, à facilidade e à pressa da atualidade. Assim foi na minha busca por exercer uma especialidade médica de forma mais sensível e consagrou até a minha escolha mais íntima de ter um parto natural, totalmente livre de intervenções.</p>
<p>Esta também é a história do <strong>SLING</strong>, que agora está tão “na moda”. Na verdade, <em>sling </em>é muito mais que moda, é um costume tradicional. E feliz, observo o resgate de mais um costume ancestral! Amarrar o bebê ao corpo da mãe (ou do pai, ou do irmão mais velho, ou de quem se dispuser a ajudar) é ancestral. Diversos povos ainda têm este hábito e, ainda hoje, podemos ver mães carregando seus filhotes enrolados ao corpo, na América do Sul, na África, a Ásia&#8230; Um hábito presente em culturas muito diversas! Atualmente, este hábito até ganhou um novo nome: <em>babywearing</em>, traduzindo do inglês, algo como vestir o seu bebê.</p>
<p>Com a modernidade, os bebês deixaram de ser carregados no colo para serem deixados nos carrinhos ou moisés. Hoje em dia existe até a tecnologia dos carrinhos de bebês, que os tornou mais leves, lindos e práticos.Toda mãe almeja ter um carrinho chique e moderno. Mas me pergunto: quem foi que teve a idéia infeliz de tirar os bebês dos colos de suas mães? Quem foi que pôde achar que um carrinho para bebês é melhor do que a maciez da pele e da doçura do cheiro da mãe? Bebês, desde os tempos imemoriais, foram carregados no colo e, de repente, vem a modernidade e muda tudo!</p>
<p>Meu instinto maternal é que faz estes questionamentos. Mas os argumentos concretos estão baseados no conceito da “gestação extra-uterina” ou “quarto trimestre”, desenvolvido por alguns estudiosos, entre eles o antropólogo Ashley Montagu. Segundo esta linha de pensamento, os três meses que se seguem ao nascimento são muito importantes na vida do bebê. Nesta fase acontece a adaptação ao mundo exterior. Durante a vida intra-uterina, o bebê vivencia uma situação de conforto, abraçado pelas paredes do útero, ouvindo constantemente os batimentos cardíacos da mãe e sentindo o seu balanço. Está aquecido e envolvido, em um ambiente com pouca luz. A vida fora do útero é um mar infinito de espaço livre para o bebê. Ele se sente solto, tem muito frio, não enxerga o suficiente ao seu redor.</p>
<p>Por isso o uso do <em>sling</em> é tão interessante. Dentro dele o bebê fica aquecido, ouvindo os batimentos cardíacos, sentindo o cheiro e o balanço da sua mãe. Bebês <em>slingados </em>são comprovadamente mais tranqüilos, dormem melhor, têm menos cólicas e, portanto, choram menos, para alívio de seus pais.  Usar o <em>sling</em> também favorece a amamentação. Primeiro porque o contato íntimo com a mãe fortalece o vínculo mãe-bebê (não podemos deixar de lembrar que a amamentação é um aprendizado para os dois).  E depois, porque bebês mais tranqüilos mamam melhor.</p>
<p>Dentro do <em>sling</em>, o bebê pode dormir, mamar ou ficar interagindo com o mundo, enquanto a sua mãe se ocupa de outras tarefas. À medida que vão crescendo, sentem-se participando de tudo, sentem-se como parte do mundo, e assim desenvolvem confiança e auto-estima. O uso do<em> sling</em> ajuda a desenvolver o senso de interdependência. As crianças se habituam, desde a mais tenra idade, ao fato de sermos seres interdependentes. E  é neste momento em que se planta a semente de que não precisamos ser tão individualistas e competitivos.</p>
<p>Alguém poderá me questionar: mas ficar muito com o bebê no colo não vai deixá-lo mimado demais? E eu respondo com um veemente não. Bebês pequenos precisam de colo e de contato pele a pele. Eles não têm como se informar do que acontece à sua volta, pois primeiramente, não estão adaptados ao mundo exterior e segundo porque seus sentidos não estão desenvolvidos. Eles simplesmente não sabem o que fazer para se acalmarem. Eles não sabem levar a mão à boca para sugar, não enxergam um móbile para se distraírem, o seu corpo ainda não se mantém aquecido sozinho e sentem muito frio. É vital e fisiológico, que um bebê receba calor humano e que ele seja embalado para que se acalme.</p>
<p>O<em> sling</em> pode ser usado até quando você quiser ou puder carregar o seu filho no colo. Um ano e meio, dois anos, ou além&#8230; muitos<em> slings</em> suportam o peso de 20kg. O uso não tem restrições nem contra-indicações. A postura do bebê ou da criança dentro do <em>sling</em> é mais fisiológica e mais adequada para a coluna do que nos carregadores modernos tipo mochila. E além do mais, o <em>sling</em> permite posições variadas: como se o bebê estivesse deitado em uma rede, para os recém nascidos. Ou barriga-barriga com a mamãe, ou sentado de frente olhando o mundo, para os maiorezinhos que já sustentam a cabeça. Ou ainda, de cavalinho na cintura, ou até nas costas da mãe.</p>
<p>Por tudo isso, o<em> sling</em> é muito mais do que apenas um acessório da moda. Se você escolher “vestir-se com seu bebê” estará escolhendo ter um bebê mais calmo, mais seguro e mais esperto. Terá mais chances de sucesso com a amamentação e, mamãe e bebê poderão usufruir dos inúmeros benefícios do aleitamento materno. Estreitará o vínculo do bebê com os pais, ou com quem cuidar dele. E experimentará a sensação de que deixar a modernidade um pouco de lado abre espaço para a tradição, para o instinto e para o nosso senso de humanidade, tão deixados de lados na vida atual.  Não deixa de ser uma forma de contribuição individual para o benefício universal, não é?</p>
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		<title>O inverno está chegando. É hora de cuidados especiais.</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 18:40:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angelino</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Screen-shot-2011-05-31-at-3.29.35-PM.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1325" title="Cuidados no inverno" src="http://angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Screen-shot-2011-05-31-at-3.29.35-PM-300x233.png" alt="O que fazer para evitar problemas com as crianças no inverno" width="300" height="233" /></a>A partir de maio, a temperatura e a umidade relativa do ar tendem a cair com mais  frequência. É preciso ficar atento com a saúde da família toda, principalmente das crianças. A consequência desse clima pode provocar ardência e  ressecamento dos olhos, boca e nariz e, com frequência, doenças  respiratórias &#8211; o que se agrava ainda mais se a criança é  alérgica. Esses são alguns sinais de que o organismo está sentindo o  ressecamento do ar.</p>
<p>“Atualmente, uma em cada cinco  crianças têm algum tipo de alergia, e, quando o tempo fica seco, as  alérgicas, que têm rinite ou asma, por exemplo, são as que mais sofrem  com os desconfortos respiratórios”, diz Cid Pinheiro, coordenador de  equipe de pediatria do Hospital São Luiz e professor-assistente do  departamento de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Tosse,  coceira no nariz (em crianças menores pode até ocorrer casos de  sangramento nasal), espirros, garganta seca e falta de ar são as  manifestações respiratórias mais comuns&#8221;, diz. Confira algum cuidados nesta matéria da revista Crescer.<span id="more-1324"></span></p>
<p>Para evitar  ou minimizar esses problemas, é preciso alguns cuidados. Em primeiro  lugar, fique atento com a hidratação das crianças. É fundamental  oferecer bastante líquido. Água, sucos, água de coco e chás são boas  opções. Mas alguns alimentos são também importantes. De acordo com  Milton Mizumoto, nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia  (ABRAN), frutas ricas em líquidos, como melão e melancia, devem fazer  parte do cardápio. Laranjas e outras que têm vitamina C são aliadas para  reduzir as crises de rinite, mais frequentes com a baixa umidade.  Alguns alimentos, no entanto, devem ficar longe do cardápio de filhos e  pais, caso das frituras e industrializados. Abuse dos legumes e verduras  no preparo da comida das crianças. Se o bebê mama apenas no peito,  convém oferecê-lo mais vezes.</p>
<p>Outra dica é  colocar soluções fisiológicas no nariz da criança e fazer inalações  somente com soro para aliviar o desconforto respiratório. Se a irritação  for nos olhos, vale pingar algumas gotas de soro e fazer uma limpeza  para umidificar o local. Em casa, a higiene do ambiente com pano úmido  no chão e nos móveis é fundamental para eliminar o acúmulo de poeira e  evitar crises de alergia. Também é importante manter os ambientes  arejados, seja com umidifcadores (em perfeito estado), toalhas molhadas  ou baldes de água (longe do alcance das crianças).</p>
<p>A pele  também merece atenção especial neste período. Evite banhos com água  muito quente, que provocam o ressecamento da pele, e verfique com o  pediatra do seu filho se é caso de ele usar um creme hidratante.</p>
<div>Hora de procurar o médico</div>
<p>Se a tosse da criança vier acompanhada de febre e falta de ar, é  preciso consultar o especialista imediatamente, porque o ressecamento  das vias aéreas pode provocar crises de alergia, como asma, por exemplo.  O mesmo procedimento deve ser feito caso os olhos da criança permaneçam  irritados por mais de três dias, mesmo depois da higienização com o  soro.</p>
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		<title>Crianças modernas?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 17:19:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Juliane Kravetz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nostalgias a parte, hoje em dia a infância mudou. O modo de brincar e as brincadeiras, a maneira de se colocar, a relação com a família e com os outros. O contexto no qual estamos inseridos mostra o mundo voltado a prazeres instantâneos e descartáveis. Com a chegada da modernidade, a quantidade de informações existentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nostalgias a parte, hoje em dia a infância mudou. O modo de brincar e as brincadeiras, a maneira de se colocar, a relação com a família e com os outros. O contexto no qual estamos inseridos mostra o mundo voltado a prazeres instantâneos e descartáveis.</p>
<p>Com a chegada da modernidade, a quantidade de informações existentes e a facilidade de acesso a elas, os pais estão cada vez mais ocupados e também pré-ocupados .  Sim, os pais modernos percebem, e muito, que a infância de seus filhos não é como foi a deles. E preocupam-se bastante com isso.</p>
<p>Os pais temem. Temem perder o controle, ou controlar demais. Temem perder a autoridade e a direção das normas, não transmitir os valores e ideais que consideram importantes para seus filhos. Temem causar traumas e assustam-se quando a criança sente angústia. Mas ao mesmo tempo querem “preparar”seus filhos para enfrentar este mundo moderno, competitivo e devorador.</p>
<p>Estamos envolvidos no discurso da contemporaneidade, onde as respostas precisam ser imediatas e para que isto ocorra , muitas vezes não é permitido falhar. Não é permitido errar como pai e mãe, não é permitido transgredir, porque os pais tem que ser modelos para os filhos. Que a falha nunca apareça. Com a Psicanálise aprendemos que sem a falta não há desejo, e que sem desejo não há sujeito. Isso quer dizer que  presos a algumas identificações universais, como estar bem a qualquer custo, beleza e ideal de perfeição acabamos transmitindo para os filhos os mesmos conceitos como ideais. Só que isso não se sustenta, pois o desejo é de cada um, não do universal. Cada criança tem em si a grandeza de um ponto de interrogação. Deixemos que isso exista. Oferecer de tudo ao filho para que nada lhe falte não o permite ir em busca do que deseja. Quem não experimenta o fracasso não se movimenta para ir em busca do sucesso. Quem não erra não precisa rever suas questões para tentar acertar. Quem não sente a falta não deseja, pois não há o que desejar, se nada falta.</p>
<p>Por essas questões é que precisamos lembrar que os pais também estão inscritos na modernidade, submetidos a componentes inconscientes presentes pelas suas trajetórias de vida, pelos seus desejos não realizados, por suas próprias frustrações. As crianças de hoje também passarão por isso. Estar triste em algum momento difícil não é ter depressão. Sentir medo não é ter Transtorno de Pânico necessariamente. Claro que estas patologias existem e merecem ser observadas e tratadas, mas é preciso bastante cuidado ao nomeá-las, pois nesta busca incessante pelo ideal universal, fica esquecido o individual.</p>
<p>Os pais temem o risco de não preservar o seu ideal de ego e o ideal narcísico na criança. Com tantos medos e tantas dúvidas, acabam por transmitir muita ansiedade as crianças. E esta, a ansiedade, é com certeza mais um sintoma da modernidade.</p>
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		<title>Fundação italiana alerta sobre as consequências de diabetes em crianças.</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 14:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Angelino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pouca gente sabe, mas Diabetes, a conhecida doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue, é muito comum em crianças nos dias de hoje, embora os pais normalmente tem dificuldade em lidar com esse tipo de problema. O melhor remédio é o conhecimento, tirando dúvidas e ajudando seu filho. Pensando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Screen-shot-2011-05-18-at-10.29.13-AM.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1320" title="Fondazione Italiana Diabete" src="http://angelino.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/Screen-shot-2011-05-18-at-10.29.13-AM-300x192.png" alt="Campanha Diabete Infantio" width="300" height="192" /></a>Pouca gente sabe, mas <strong>Diabetes</strong>, a conhecida doença  metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no  sangue, é muito comum em crianças nos dias de hoje, embora os pais  normalmente tem dificuldade em lidar com esse tipo de problema. O melhor  remédio é o conhecimento, tirando dúvidas e ajudando seu filho.</p>
<p>Pensando em conscientizar os adultos sobre o problema na Itália, a ONG <strong>Fondazione Italiana Diabete</strong> lançou recentemente uma campanha com o conceito <em>“Diabetes robs children”</em> (Diabetes rouba a infância).  A ideia da  campanha é alertar que a diabetes na infância destrói toda a fase de  aprendizado das crianças, forçando-as a se tornarem verdadeiros “adultos”, devido à  terapia massiva e estressante que essas crianças passam. O objetivo é  mostrar que a Fondazione Italiana Diabete luta para encontrar novas  formas de tratamento para a doença e ajudar na  conscientização da importância em ajudar essas crianças a  não perderem a melhor fase de sua vida. <a href="http://www.ypsilon2.com/blog/publicidade/campanha-de-fundacao-italiana-alerta-sobre-as-consequencias-de-diabetes-em-criancas/">Confira </a>campanha completa.</p>
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		<title>Acidentes de trânsito com crianças e a prevenção.</title>
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		<pubDate>Sat, 14 May 2011 22:04:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandra Françoia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos os anos no Brasil, cerca de 2,3 mil crianças morrem e outras 17 mil são hospitalizadas, vítimas como pedestres, passageiras em colisões de veículos ou ciclistas. Os números equivalem a cerca de 5% do total de mortes no trânsito, porém o impacto da morte de uma criança para a sociedade é incalculável. A dor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os anos no Brasil, cerca de 2,3 mil crianças morrem e outras 17 mil são hospitalizadas, vítimas como pedestres, passageiras em colisões de veículos ou ciclistas. Os números equivalem a cerca de 5% do total de mortes no trânsito, porém o impacto da morte de uma criança para a sociedade é incalculável. A dor e o desespero de uma família que perde uma criança geram conseqüências financeiras, emocionais e sociais muitas vezes irreversíveis.</p>
<p>São atitudes inseguras como crianças no trânsito desacompanhadas de um adulto enquanto pedestres e sem equipamentos de segurança como passageiras e como ciclistas que resultam nesses números. Também, a falta de locais seguros para brincar de bicicleta com segurança, por isso escolhe-se a rua. É importante ressaltar que a criança antes dos dez anos de idade não tem condições de compreender o trânsito. Ela ainda está desenvolvendo habilidades motoras e psicológicas para julgar velocidade, distância e espaço, além de ter a percepção audiomotora e a visão periférica limitadas, ou seja, não enxerga se vem carro dos lados e também não entende os sons.</p>
<p>Outra situação de lesão grave com crianças que tem aumentado é como passageira de motocicleta. O Código de Trânsito diz que crianças acima de sete anos ou que possuem condições de cuidar de si mesmas podem andar em motos. É comum ver crianças pequenas e frágeis, que mal conseguem abraçar o corpo do piloto, sendo transportadas nesses veículos de duas rodas, responsáveis pela morte de quase dois por dia no trânsito de São Paulo. Como se definir a idade para se andar de moto tendo em vista números tão violentos? A CRIANÇA SEGURA radicaliza e recomenda que apenas pessoas acima dos 18 anos podem andar de motocicleta.</p>
<p>Os adultos são responsáveis legais pela segurança das crianças como pedestres, passageiras de veículos e ciclistas. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente todos têm o dever de assegurar os direitos das crianças com absoluta prioridade. Isso inclui acompanhá-las nos trajetos a pé, instalá-las nas cadeirinhas de acordo com o peso até os 36 kg dentro dos veículos e ensiná-las a usar o capacete e sapatos fechados para andar de bicicleta sempre em locais seguros. Estas são atitudes de cuidado e de cidadania que o adulto responsável deve ter. A proposta da CRIANÇA SEGURA é inserir esse cuidado no dia a dia através da mudança de comportamento em prol da cultura de prevenção dos acidentes.</p>
<p>Sociólogos alegam que o brasileiro não aceita regras e, ao contrário disso, valoriza as atitudes irreverentes e transgressoras. O problema maior é que são estas mesmas pessoas que sofrem as consequências disso. Todos são impactados com a violência e falta de cuidado no trânsito. As crianças também crescem com esses valores e, com certeza, repetirão esse comportamento quando adultos e motoristas.</p>
<p>Ao analisar os fatos, pode-se pensar que a solução está muito longe, que não há mais jeito ou que está tudo perdido, mas algumas experiências têm mostrado que é possível transformar essa realidade. A CRIANÇA SEGURA, que faz parte da rede mundial Safe Kids Worldwide presente em 20 países, trabalha há dez anos para promover a cultura do cuidado e da prevenção dos acidentes com crianças, através da formação de multiplicadores em escolas, comunidades, órgãos de trânsito, entre outros locais. Quase dez mil pessoas já passaram por oficinas, treinamentos e cursos a distância que tem o objetivo de empoderar cidadãos a fazerem a diferença na vida de outras famílias para reduzir os números de mortes de crianças e adolescentes até 14 anos por acidentes. Também a instituição desenvolve ações de comunicação, através de assessoria de imprensa e de campanhas, e de advocacy para inserir a causa na pauta e no orçamento público.  Conheça e participe <a href="http://www.criancasegura.org.br/">www.criancasegura.org.br</a> .</p>
<p>A CRIANÇA SEGURA, a convite da Organização Mundial de Saúde, é uma das instituições participantes da Década de Ações para a Segurança de Trânsito. Essa é uma mobilização mundial, que conta com a adesão do Brasil, promovida e lançada pela União das Nações Unidas no dia 11 de maio de 2011 que visa reduzir em 50% o número de mortes no trânsito até 2020. Estão previstas ações de gestão, segurança veicular, educação, melhorias de meio ambiente, entre outras. Essa é mais uma oportunidade das instituições, órgãos públicos e cidadãos se envolverem e fazerem a sua parte!</p>
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