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PREVENÇÃO: elimine as armadilhas da sua casa

Publicado por Angelino em 01/09/2015 às 00h01

Acidentes domésticos

No quarto

O quarto do bebê deve ser um lugar absolutamente seguro, sem nada que possa machucar. Lembre-se de diminuir a altura do berço conforme a criança cresce - em geral eles têm três níveis e, quanto maior a criança, mais fundo deve ser o berço para que ela não pule ou caia.

No banheiro

As crianças são muito rápidas. Alguns segundos de distração são o suficiente para causar um acidente que pode ser fatal. Por isso, o melhor ainda é prevenir. Antes de começar a trocar o bebê ou dar banho, tenha tudo ao alcance das mãos. Nunca deixe a criança sozinha em cima de trocadores e banheiras, nem por um segundo. E, quando ela já for grande o suficiente para tomar banho de chuveiro, coloque um tapete de borracha próprio para boxes. Os azulejos molhados se tornam extremamente escorregadios e a criança pequena, muitas vezes, não tem coordenação nem equilíbrio apurados para evitar a queda.

Nas tomadas elétricas

Coloque proteção em todas as tomadas. São fáceis de encontrar e evitam graves acidentes. As crianças não têm discernimento para saber o que machuca, portanto você pode dizer para ela não colocar o dedinho na tomada, mas isso não vai impedir que ela tente mesmo assim.

Na cozinha

A pediatra Deborah Malta, coordenadora do Departamento de Análise de Situação de Saúde do Ministério, salienta que "entre as principais causas de queimaduras em crianças estão as provocadas por contato com substâncias quentes (líquidos, alimentos e água quente). Em seguida, as queimaduras causadas por fogo ou chama e objetos quentes". Portanto, mantenha a criança longe da cozinha - vale usar grades para impedir a passagem - e, caso isso não seja possível, não beba substâncias quentes com bebês no colo, não deixe o pequeno chegar perto do forno e mantenha o cabo das panelas virado para dentro do fogão para impedir que mãozinhas curiosas puxem recipientes ferventes.

Na lavanderia

Produtos de limpeza devem ser mantidos em armários trancados. Além disso, mantenha-os em suas embalagens originais. Colocá-los em garrafas de refrigerante, por exemplo, pode aumentar a curiosidade da criança.

Na piscina

Mantenha a piscina inacessível para as crianças. Coloque grades de proteção e oriente o pequeno sobre o perigo. Lembre-se de que as capas sobre a água não impedem que a criança caia e se afogue.

Janelas e escadas

Use telas de proteção em todas as janelas. Mesmo as crianças bem pequenas são capazes de empurrar uma cadeira para perto da janela e cair. Se a sua casa tiver escadas, invista em grades de proteção porque uma queda pode ser grave.

Medicamentos

Nunca se refira a um medicamento como doce, pois isso pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. "Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomá-los na frente delas", alerta a ONG Criança Segura.

 

Fonte: mdemulher.abril.com.br

Categoria: Prevenção de Acidentes
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Acidentes domésticos com crianças

Publicado por Angelino em 30/08/2015 às 00h01

Acidentes domésticos

A maioria dos episódios acontece dentro de casa e os mais comuns são queimaduras, quedas, afogamentos e intoxicações. Evite essas situações e saiba como acudir seu filho, se necessário.

1. Qual a fase em que as crianças se machucam mais?
Criança se machuca o tempo todo: caminha, tropeça, corre, cai, bate a cabeça, mas, de acordo com o pediatra Luiz Carlos Carvalho das Neves, "elas se machucam mais quando começam a se movimentar sozinhas, ou seja, no período que aprendem a engatinhar e caminhar". Isso não quer dizer que os bebês estejam a salvo. E quedas nessa fase podem significar ferimentos graves: "Muitas vezes, os adultos acham que o bebê é pequeno demais para se mexer e o coloca deitado na cama sem uma barreira de proteção", completa Neves. O tipo de acidente, no entanto, muda de acordo com a idade dos pequenos.
 
2. As crianças podem ser influenciadas por histórias infantis e desenhos animados e achar que podem voar como um super-herói?

"As crianças de até 8 anos costumam fantasiar, imaginar situações e criar um mundo de faz de conta em suas brincadeiras. Sendo assim, o real e o imaginário se confundem e, muitas vezes, elas não percebem que estão em perigo. O ideal é que o pais fiquem atentos e busquem alternativas de segurança, como telas de proteção e travas. Além disso, sempre que presenciarem uma situação que envolva risco para a criança, devem chamá-la para conversar e, com muita paciência, auxiliá-la a discernir o real do fantasioso, como explicar que o super-homem não voa de verdade", orienta a psicóloga Isis Pupo, de São Paulo. Isso não quer dizer que a criatividade das crianças precisa ser censurada. "A fantasia, a imaginação e a criatividade são extremamente importantes e saudáveis para o desenvolvimento psíquico. Os pais não devem reprimir as fantasias do filho porque é com o brincar que a criança se expressa, aprende a enfrentar problemas, ensaia e consegue buscar soluções para o mundo e para angústias reais", completa Isis.
 
3. Com que idade as crianças começam a ter noção do perigo?
"Com 1 aninho, o bebê já sabe o que é não. Se os pais explicaram que não pode colocar o dedo na tomada, por exemplo, ele sabe que não pode, mas isso não impede que ele tente mesmo assim", alerta a pediatra Márcia Sanae Kodaira, de São Paulo. "Por volta dos 4 ou 5 anos, as crianças começam a ter discernimento do que pode machucar ou não, mas cabe aos pais orientar", completa Luiz Carlos Carvalho das Neves, pediatra do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. Portanto, vale lembrar: o melhor é sempre prevenir, orientar e não deixar a criança sem vigilância.
 
4. Adianta deixar a criança se machucar para aprender o que é perigoso?
"Não, de forma alguma. Não é assim que se ensina. Uma conversa é muito mais eficaz do que a dor", enfatiza Roberto Tozze, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 
5. Quais são os acidentes mais comuns com crianças de até 6 anos?
"Em bebês de até 1 ano, as lesões acontecem por: queda (do berço, do trocador, do carrinho), asfixia (cobertores ou por aspirar alguma peça pequena de brinquedo) e queimadura (água do banho ou quando a mãe está tomando café quente com a criança no colo, por exemplo, e derruba a bebida). Com crianças de 2 a 4 anos, o acidente mais comum é a queda. Elas engatinham ou andam e, por isso, escadas passam a ser um grande risco. Outra lesão que poderia ser evitada são os tombos do carrinho de supermercado. Os pais deixam a criança sentada no carrinho, se viram para pegar alguma coisa que tenha faltado e, pronto, já foi tempo suficiente para o pequeno ficar em pé e cair. Normalmente, é uma queda bem feia porque é alta e o chão do supermercado é bem duro. Já tivemos caso de traumatismo craniano no pronto-socorro por causa de quedas assim", alerta a pediatra Márcia Sanae Kodaira, coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.
 
6. Um estudo do Ministério da Saúde mostra que 91% das queimaduras em crianças ocorrem em casa. Como os pais podem avaliar se a queimadura pode ser tratada em casa ou requer assistência médica?
Os pais não têm condições de avaliar se a queimadura é de primeiro, segundo ou terceiro grau. "Se o local ficar muito vermelho ou com bolhas, ligue para o pediatra para receber orientação", explica a pediatra Márcia Sanae Kodaira. Quando o acidente for mais grave, com panelas e líquidos quentes, por exemplo, leve a criança para o pronto-socorro.
 
7. As crianças batem a cabeça com bastante frequência. Isso pode ser prejudicial? Como saber se é necessário correr para o hospital?

"As crianças batem a cabeça o tempo todo! Se for um trauma leve, os pais precisam apenas observar. Se ficar um galo, vale colocar uma compressa fria ou gelo enrolado em uma toalha - não coloque o gelo diretamente em contato com a pele do pequeno porque queima", orienta a pediatra Márcia Sanae Kodaira, coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.
 
8. Quanto tempo deve durar essa observação? E o que os pais precisam analisar nesse período?

"É importante observar a criança nas primeiras 24 horas. Se ela vomitar ou ficar com sonolência além do normal, é necessário ligar para o pediatra. Mas mantenha a calma para observar porque uma criança que chora demais, às vezes, vomita. E, além disso, depois de chorar muito, cansa e quer dormir. É necessário distinguir o sono normal do pequeno. Quando a mãe chama e a criança não responde, ou abre os olhinhos e logo fecha novamente, pode significar uma lesão. Caso a criança perca a consciência, deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro", explica a pediatra Márcia Sanae Kodaira.
 
9. Com o que uma criança é capaz de se intoxicar?
O envenenamento é a quinta causa de hospitalização por acidentes com crianças de 1 a 4 anos. "Acidentes assim acontecem porque a criança ingere produtos de limpeza e medicamentos. Por isso, é tão importante manter esses produtos em armários fechados a chave, impedindo o acesso pelos pequenos. E lembre-se de manter os produtos de limpeza em sua embalagem original, não coloque em garrafas de refrigerante, por exemplo, porque tende a chamar mais a atenção dos pequenos curiosos", explica Luiz Carlos Carvalho das Neves, pediatra do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. Caso, mesmo com as precauções, a criança ingira produtos perigosos, pegue a embalagem e corra com a criança para o pronto-socorro. "Não force o vômito porque a substância causará danos ao descer e ao voltar. E não adianta dar leite nem água. Leve-a para o hospital", enfatiza Márcia Sanae Kodaira, pediatra e coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

 

Fonte: mdemulher.abril.com.br

Categoria: Prevenção de Acidentes
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Segurança de brinquedos e outros produtos de crianças

Publicado por Angelino em 07/08/2015 às 00h01

Segurança

RIO - A morte de um bebê de seis meses por asfixia, depois de ficar preso no vão entre a lateral do berço e o colchão, reacendeu a preocupação de pais, educadores, fabricantes e órgãos de regulação com os produtos destinados a crianças. O acidente levou o Inmetro, que havia certificado o berço, a estabelecer novas regras para a fabricação do produto e mandar retirar do mercado todos os que estiverem em desacordo com o novo padrão.

Embora o hábito de informar ao Inmetro problemas por falta de segurança nos produtos infantis seja recente no país, o setor já é o terceiro com mais acidentes de consumo, atrás apenas do grupo eletrodomésticos e utensílios para casa. Nos últimos dez anos, foram registrados 236 acidentes no instituto, a maioria a partir de 2013, quando o serviço passou a ser mais divulgado. No mesmo período foram convocados 34 recalls, segundo dados da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Não sem motivos, a nova portaria do Inmetro ressalta a necessidade de atenção especial ao público infantil, considerado o mais vulnerável entre todos os consumidores.

A Burigotto, fabricante do berço dobrável modelo Nanna, usado pelo bebê que morreu asfixiado, foi notificada pela Senacon a convocar um recall do produto e, assim, proteger consumidores que têm o berço em casa. As vendas já estão proibidas pelo Inmetro. A empresa recebeu ofício do Senacon dia 9 deste mês e informou que tomará todas as medidas necessárias. Mas não detalhou quando pretende realizar o recall.

PERIGO DE CUSTOMIZAÇÃO

Recentemente, o Inmetro identificou um novo risco. Chupetas e mamadeiras estão sendo customizadas com pérolas e cristais que podem facilmente descolar e serem aspirados ou engolidos pelos bebês. Os produtos são vendidos em feiras de artesanato e pela internet. Por essa razão, o instituto prepara uma portaria que vai proibir a venda desses produtos e multar os responsáveis.

— A customização torna o produto inseguro. É uma adulteração de algo que foi certificado. Inclusive, retiram a chupeta da embalagem com o selo do Inmetro, a customizam, e a colocam de volta, o que pode erroneamente levar pais a acreditarem que é segura.

Pela legislação brasileira, brinquedos, chocalhos, berços, chupetas, mamadeiras e cadeirinhas de bebê para carros só podem ser vendidas após passarem pelo processo de avaliação da conformidade do Inmetro, para que atendam aos requisitos mínimos de segurança estabelecidos em norma ou regulamento técnico.

Segundo o instituto, os produtos que levam o selo de conformidade são periodicamente testados e, se for comprovado que o fabricante desrespeitou a norma, seu certificado pode ser suspenso ou revogado. Entretanto, o fato de o produto ter sua conformidade avaliada não exime o fornecedor da responsabilidade pela sua qualidade, ressalta Paulo Coscarelli, assessor da diretoria de Avaliação da Conformidade do Inmetro, ao comentar o fato de um berço com selo do instituto ter sido causa de um acidente fatal:

— A certificação é para agregar confiança ao produto. A responsabilidade pela segurança é do fabricante. E os testes que fizemos são por amostragem. Por isso também fazemos fiscalizações no comércio, para verificar se realmente as regras estão sendo cumpridas.

Os testes feitos pelo Inmetro verificam, por exemplo, se o produto tem partes pequenas que podem se soltar, com risco de a criança levá-las à boca, ou bordas cortantes. Também medem a presença de metais pesados nocivos à saúde — como chumbo, cádmio e arsênio —, que só podem estar presentes em limites bem baixos, conforme os padrões internacionais de segurança.

Os próximos produtos a terem certificação obrigatória serão os carrinhos de bebê e as cadeiras altas de alimentação, cujas regulamentações estão em processo de implantação. Segundo Coscarelli, o instituto também estuda a criação de regras para a fabricação de vestuário infantil.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste - Associação de Consumidores ressalta que dois cuidados básicos com a segurança dos pequenos dependem exclusivamente dos pais:

— Produtos clandestinos ou falsificados, vendidos essencialmente no comércio de rua, podem ter preços vantajosos, mas comprometem a segurança das crianças, pois não foram certificados ou passaram por testes de qualidade. Além disso, os pais devem respeitar a faixa etária para a qual o brinquedo foi destinado, pois ele pode conter peças inadequadas ao manuseio por uma criança de menos idade, por exemplo.

São cuidados constantes na casa de Joyce e Luiz Fernando Nahas, moradores da Tijuca e pais de Manuela, de 3 anos. O casal orienta a pequena a não pôr brinquedos na boca, só compra em lojas que são referência e procura estar sempre por perto quando ela está brincado.

— Sempre a ajudo a explorar o brinquedo. É uma responsabilidade compartilhada com quem o fabrica. Ela já ganhou de aniversário um brinquedo que não era para a idade dela. Está guardado até hoje — conta Joyce.

Para a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Gabriela Guida de Freitas, em se tratando de criança não existe uso certo e errado de brinquedos e equipamentos, então, a indústria tem de se precaver:

— A criança está em pleno processo de desenvolvimento. Ela é criativa e está explorando o mundo. Então, o ideal, é que a indústria pense em todas as possibilidades possíveis de uso ao projetar esses produtos.

O presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) e da Associação Brasileira de Produtos Infantis (Abrapur), Synésio Batista da Costa, explica que todos os produtos e brinquedos infantis são projetados sob a lógica do “uso e abuso mais do que o razoavelmente previsível”, ou seja, prevendo que a criança pode submeter um artigo bem além do uso normal, criando possibilidades de utilização para qual o produto não se destina.

— Um projeto leva em consideração o peso da criança, sua altura, movimentação, agitação, idade, e força. Depois disso, multiplicamos por três vezes e, no caso de manuseio por adultos, por seis — explica o executivo.

Sobre o incidente ocorrido com o berço da Burigotto, Costa afirmou que esta é a primeira fatalidade registrada com produto desse tipo e que reativou a comissão de berços da Associação Brasileira de Normas Técnicas para discutir o aprimoramento dos testes de segurança para esse produto.

Segundo ele, como o setor não foi consultado nem teve tempo hábil para adequar sua produção à nova regulamentação do Inmetro, publicada no último dia 21, vai propor ao instituto que, em vez de recolher os berços, os lojistas orientem os pais a usarem o equipamento sem colchão.

— O berço é aprovado pelo Inmetro e o que teria causado a morte foi o uso inadequado do colchão, que não vem com o berço, e tinha tamanho menor do que o ideal. Nos EUA e na Europa esse tipo se berço dobrável é usado sem colchão. No Brasil, alguns manuais orientam que o colchão tenha a medida exata do berço e outros não fazem menção alguma ao uso do acessório. Teremos de rever e padronizar essa instrução — explicou.

A Burigotto informou que, assim que o Inmetro solicitou, no dia 1° de junho, iniciou a retirada do berço Nanna dos pontos de venda. E que aguarda a conclusão de novos testes técnicos do instituto para prestar novas orientações aos consumidores.

FIQUE ALERTA:

Berço

Verifique se há o selo do Inmetro. Os produtos certificados só podem ter espaçamento máximo de 6,5 cm entre as grades laterais, para que o bebê não coloque a cabeça no vão. Já entre o estrado e as laterais a distância não pode ultrapassar 2,5 cm, para que a criança não prenda mãos e pés.

Brinquedos

Só compre brinquedos com o selo do Inmetro. Respeite a faixa etária a que são destinados e, antes de entregá-lo à criança, leia as instruções de uso. Cuidado com os grampos metálicos liberados na retirada do brinquedo da caixa.

Carrinho de bebê

Como eles ainda não são certificados, verifique se não há risco de a criança facilmente prender os dedos nas partes dobráveis, e se o cinto assegura que ela não escorregará pelo vão entre as pernas.

 

Fonte: oglobo.globo.com



Categoria: Prevenção de Acidentes
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Dicas de segurança na internet para as crianças e adolescentes

Publicado por Angelino em 05/08/2015 às 00h01

Segurança na Internet

Os especialistas tendem a recomendar que todos os adultos trabalhem em conjunto para ensinar os pequenos a navegar com segurança

"Olha como ele aprendeu sozinho! Dá para acreditar?" Toda família já teve seu momento de puro deslumbramento ao ver uma criança - às vezes até um bebê - interagir com uma tela de celular. A agilidade com que dedinhos tão pequenos encontram os caminhos virtuais é mesmo incrível - e o assombro dos adultos, compreensível. O que nem pais nem professores admirados podem é se deixar levar e pensar que têm pouco ou nada a ensinar sobre tecnologia à criançada de hoje, que já chega ao mundo rodeada de toda essa parafernália, com a qual ganha intimidade rapidamente. Está aí uma conclusão perigosa.

"Você deixa uma criança só na rua? A mesma coisa vale para a internet", resume Erika Kobayashi, coordenadora de programas da Childhood Brasil, entidade que trabalha na prevenção ao abuso sexual infantil. Ela lembra que, apesar da facilidade tecnológica, a nova geração não sabe se proteger narede. Em coro com alguns educadores e especialistas em tecnologia, ela faz um alerta: os adultos precisam assumir a educação virtual das crianças e dos adolescentes. Mas, afinal, de quem é a responsabilidade: dos pais ou dos professores? Quem deveria, por exemplo, ficar de olho no que rola na comunidade que a classe criou em uma rede social?

A resposta a essas questões não é simples, porque o espaço virtual embaralhou as responsabilidades. Ocorre que, na internet, é mais difícil determinar de quem é a posse do território onde os problemas e conflitos acontecem. Há várias situações que podem se transformar em risco. Por exemplo, quando um aluno acessa a internet do próprio telefone durante o período de aula ou quando faz em casa, mas a pedido da escola, uma pesquisa no Google sobre o aparelho reprodutivo. Ou, ainda, se começa a trocar narede mensagens agressivas com um colega.

Justamente pela dificuldade em estabelecer limites entre os deveres dos educadores e os da família em casos assim, os especialistas tendem a recomendar que todos os adultos trabalhem em conjunto para ensinar os pequenos a navegar com segurança. "É papel dos dois estar presente na redee mediar as situações de conflito online. E nem é preciso ter conhecimento especializado para isso", afirma a psicóloga Juliana Cunha, coordenadora psicossocial do Helpline, canal de orientação gratuito a crianças e adolescentes vítimas de violência na internet da ONG SaferNet.

Plano de combate

O bloqueio de sites e até de certas palavras e imagens foi a primeira medida tomada por escolas do mundo todo, numa tentativa de barrar conteúdos inadequados. Mas os alunos logo passaram a se dedicar à tarefa de descobrir como quebrar as barreiras dos softwares de segurança colocados nos computadores das escolas. "Adolescentes veem filtros de conteúdo como um jogo de forças: 'Não querem que eu veja?' Então, quebrar o sistema vira um desafio", diz a pesquisadora Cristina Ponte, coordenadora da equipe portuguesa do projeto EU Kids Online, que pesquisa o uso da internet naEuropa. Outro problema é que os filtros frequentemente barravam pesquisas solicitadas pelos próprios professores. "Acabou mudando o paradigma. Hoje as políticas de segurança estão voltadas para a cultura de respeito", diz Cristina.

O trabalho de conscientização que os adultos precisam fazer com essa nova geração para enfrentar os perigos da rede tem várias etapas. Mas, segundo Juliana Cunha, da ONG SaferNet, o primeiro grande passo é pais e educadores criarem um código de conduta para as crianças na rede, do mesmo modo que estabelecem regras para a diversão no recreio ou um passeio no parque. Com os pré-adolescentes e adolescentes, a orientação pode ser aprofundada. Deve-se discutir com eles o conceito de identidade, tão alterado nos últimos tempos por causa do advento das redes sociais. "Tudo o que se publica ali faz parte da construção da identidade. Nenhuma informação postada passa impunemente", alerta Regina de Assis, especialista em mídias na educação, do Rio de Janeiro. Nessas conversas, ela diz que os adultos têm de "abrir o jogo" sobre os riscos de assédio, a perda de privacidade e os danos ao se navegar em sites que incitam a violência.

Especificamente em sala de aula, educadores podem trabalhar uma navegação mais construtiva com a garotada. "O professor deve falar sobre sites inadequados e apresentar aqueles que são interessantes, enriquecedores para o estudo, pois cabe a ele oferecer um menu de alternativas de pesquisa aos alunos", diz Regina. E pondera: "Tomar consciência da urgência do diálogo sobre segurança na internet é importante, mas não é preciso pânico".

Segurança dentro de casa
 
1. Nem entre quatro paredes seu filho está seguro.
2. Dicas para começar já a fazer sua parte na redução dos riscos dele no espaço online.
3. Mantenha o computador que as crianças usam em áreas comuns, como a sala de estar, e com o som aberto (sem fones de ouvido).
4. Navegue junto com os pequenos nos primeiros anos de contato deles com a internet.
5. Altere as configurações do YouTube para que o site não aça indexação de vídeos. Isso significa que diminuirão as sugestões de outros vídeos relacionados que surgem no canto da tela ou no fim de cada exibição.
6. Não proíba os pequenos de entrar em redes sociais, e bora não sejam recomendadas para menores de 13 anos
7. Se fizer isso, eles entrarão escondidos. Melhor conversa sobre os riscos e convencê-los a nunca adicionar estranhos. Atenção: crianças não têm 300 amigos!
8. Não tente controlar cada passo online de um filho adolescente. Dialogue com ele sobre a vida virtual e mostre como evitar riscos. Assim, ele não a verá como uma bisbilhoteira.
9. Se seu filho joga pela internet com desconhecidos, orientte-o a criar um apelido e nunca abrir informações pessoais.Aborde noções de privacidade - e o valor
disso – com crianças e adolescentes.
10. Explique a importância de nunca repassar a senha a amigos.
11. Estabeleça horários para navegar e não deixe seus filhos conectados o dia todo.
12. Oriente os pequenos a não publicar informações sobre os locais que frequentam.
 
Categoria: Educar, Prevenção de Acidentes
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Chinesa fica presa em escada rolante e salva o filho

Publicado por Angelino em 27/07/2015 às 18h01

Escada Rolante

A cena chocante foi registrada por câmeras de segurança (Foto: Reprodução/YouTube)

Uma mulher morreu após ficar presa no mecanismo de uma escada rolante, mas antes usou suas últimas forças para salvar o filho pequeno. O caso chocante aconteceu em um shopping de Jingzhou, na província central de Hubei (China), neste domingo (26), e foi registrado por câmeras de segurança.

Nas imagens, que foram divulgadas noYouTube, a mulher de 30 anos aparece já no topo da escada rolante, com o filho de 2 anos no colo. Assim que ela dá o primeiro passo ao chegar no piso superior, o alçapão da escada cede e a mulher cai no vão. Antes de ser sugada pelo mecanismo, ela consegue passar o filho para funcionárias do shopping, que estão perto. As mulheres ainda tentam ajudar, mas não conseguem soltá-la do mecanismo.

Segundo a imprensa local, que destacou o episódio na manhã desta segunda-feira (27), o corpo da chinesa foi retirado do local horas depois. A escada havia passado por manutenção recentemente e, segundo dados inicias da investigação, os funcionários podem ter esquecido de parafusar a placa de metal que foi substituída.

A história da mãe que conseguiu salvar o filho momentos antes de morrer comoveu a população, que se manifestou na rede social Weibo. "Exemplo supremo do instinto materno", escreveu um internauta.

O caso está sendo investigado. O vídeo do acidente foi divulgado no YouTube - as cenas são fortes:

Casos semelhantes

O incidente não é o primeiro a acontecer no país. Em 2012, um menino de nove anos morreu após ficar preso em uma escada rolante em uma loja em Pequim. Em 2011, os degraus de uma escada rolante mudarem repentinamente de direção em uma estação de metrô também em na capital chinesa. O acidente aconteceu na hora de pico e causou a morte de um garoto de 13 morreu e deixou mais de vinte pessoas feridas.

 

Fonte: www.redetv.uol.com.br

 

Categoria: Notícias
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Menino de 3 anos morre ao ser atingido por televisão

Publicado por Angelino em 27/07/2015 às 00h01

Acidente aconteceu enquanto mãe levava babá até o portão

Vitor Félix

 

Vitor Félix Gobi, de 3 anos, morreu nesta segunda-feira ao ser atingido por um aparelho televisivo
(Foto: Arquivo pessoal)

Uma criança de três anos morreu após ser atingida por um aparelho de televisão em Curitiba (PR), na noite desta segunda-feira (20). De acordo com o Soldado Julio Feitosa, do Corpo de Bombeiros de Curitiba, que realizou o atendimento, os vizinhos ouviram a mãe pedir por ajuda e socorreram Vitor Félix Gobi, levando-o até o Quartel de Bombeiros do Boqueirão. Ao chegar, a criança já apresentava parada cardiorrespiratória. Com auxilio de um médico, a equipe tentou reanimá-lo por 40 minutos, sem sucesso. Depois, o garoto foi encaminhado para o Hospital Cajuru, onde já chegou sem vida.

Vitor Félix

Segundo Feitosa, a mãe da criança, Letícia Mirabete Félix, informou aos bombeiros que ela havia deixado o filho sozinho na sala para levar a babá até a porta e, quando voltou, encontrou o filho inconsciente, com a TV sobre ele. A hipótese para a causa da queda é a de que a criança tenha tentado escalar o aparelho, que pesava cerca de 40 quilos.

Parentes e amigos próximos da família lamentaram o acidente e realizaram homenagens nas redes sociais. O pai, Dimas Gobi, não se pronunciou diretamente sobre a fatalidade, mas publicou uma foto com o garoto e escreveu a letra de uma canção.

Acidentes domésticos são muito comuns e podem ser evitados com alguns cuidados. Os pais devem, por exemplo, observar se há móveis leves, que podem virar sobre as crianças.

De acordo com Wilson Maciel, um dos organizadores do livro Crianças e Adolescentes Seguros (Publifolha), da Sociedade Brasileira de Pediatria, o local onde acontece a maior parte dos acidentes é a cozinha. Depois, vem o banheiro, o corredor (quem diria?), as escadas, os quartos e a sala. 

Faça um teste para saber se sua casa é segura. 

 

Fonte: revistacrescer.globo.com

Categoria: Prevenção de Acidentes
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Como preparar a casa para a chegada do bebê: dicas de segurança

Publicado por Angelino em 24/07/2015 às 00h01

bebê

Arquiteta diz com o que as novas mamães precisam ficar atentas. Saiba o porquê

chegada do bebê muda muitas coisas na vida de uma mulher. Uma delas, é a casa. As futuras mamães devem preparar o ambiente para oferecer segurança ao bebê e otimizar o próprio tempo.

Arquiteta, e mãe de duas meninas, Mariana Menezes diz que a primeira coisa a se preocupar é com a limpeza da casa. "É importante deixá-la arejada, e evitar o uso de muitas cortinas, tapetes, almofadas e bichos de pelúcia no quarto do bebê", aconselha. Ela também recomenda manter animais de estimação e objetos afastados das crianças.

bebê

Cuidados: casa com bebê

Quando o bebê começa a engatinhar a atenção deve ser redobrada. Coloque protetores em todas as tomadas da casa e armazene produtos de limpeza na parte superior dos armários. Lembre-se de deixar facas e tesouras nas gavetas mais altas ou em suportes acima da bancada.

Mariana explica que existem no mercado vários objetos destinados à segurança do bebê, como travas para gavetas, cantoneiras de silicone para móveis, e travas para vaso sanitário. Se você mora em uma casa com escadas, é obrigatório instalar portões com travas inteligentes tanto no térreo, como no piso superior.

A piscina deve ser protegida por cercas ou redes de proteção. As janelas, também. "Instale a rede mesmo antes do bebê começar a engatinhar. E evite colocar móveis que possam servir de escada, como cadeiras, bancos e poltronas", aconselha a arquiteta. 

Para otimizar o tempo, as mamães devem reservar uma parte do armário da cozinha ou uma gaveta para guardar os objetos do bebê: mamadeira, esterilizador, colheres, copos, etc. Na sala, evite deixar objetos quebráveis ao alcance dos pequenos. "O melhor, nessa fase, é optar por um estilo clean dentro de casa", aconselha Mariana.

 

Fonte: www.bolsademulher.com

Categoria: Prevenção de Acidentes
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Navegar online em segurança

Publicado por Angelino em 22/07/2015 às 07h00

A internet é uma excelente ferramenta de aprendizagem para crianças e adultos. Compete aos pais e educadores prevenirInternet situações de risco e definir regras de utilização.

 Estabeleça limites horários para a utilização da Internet.
 Utilize a Internet com os seus filhos e demonstre interesse pelos seus sítios preferidos.
 Instale o computador num local de fácil acesso a toda a família.
 Ensine-os a utilizar a Internet de forma responsável e mostre-lhes as suas diversas potencialidades.
 Instale uma firewall, que filtre o acesso à informação.
 Informe-se sobre as condições de segurança existentes na escola ou noutros espaços utilizados pelo seu filho, para aceder à Internet.

Esteja atento aos seguintes sinais de alerta no comportamento do seu filho:

 Passa muito tempo na Internet.
 Muda de página ou desliga o computador quando alguém se aproxima.
 Faz e recebe chamadas telefónicas de desconhecidos.
 Recebe mensagens, objectos ou encomendas de estranhos.
 Isola-se da família.

 

Fonte: www.tinoni.com

Categoria: Educar
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Como ensinar noções de segurança para uma criança pequena

Publicado por Angelino em 20/07/2015 às 00h01

SegurançaA responsabilidade é dos pais, mas algumas dicas podem tornar os filhos mais cuidadosos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O sonho de qualquer pai é que o filho viva com segurança. Seja enquanto está dentro de casa pulando do sofá, seja quando está lidando com estranhos no mundo lá fora. A preocupação é justificada quando observamos os dados sobre a infância no Brasil. Segundo a ONG Criança Segura, os acidentes domésticos são a principal causa de morte de crianças entre 1 e 14 anos. Já as estatísticas da Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas mostram que são mais de 50 mil crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil. Muitos deles sequestrados.

Não é o caso de passar a criar o filho numa redoma de vidro, mas algumas atitudes podem deixar a família mais tranquila. Mesmo sendo pequenas, as crianças conseguem assimilar algumas noções de segurança quando ensinadas da maneira correta e em uma linguagem compreensível para a idade delas. Conversamos com especialistas para descobrir as melhores dicas.

1. A responsabilidade é sua

Antes de mais nada, um alerta importante: ensinar essas noções ao filho não tira a sua responsabilidade como pai de mantê-lo seguro. Ao saber onde estão os perigos, ele poderá de fato ser mais cuidadoso, mas isso não é uma garantia contra os acidentes. “A responsabilidade pela integridade física e emocional da criança é dos pais. É um grande erro transferir isso a ela”, alerta Alessandra François, coordenadora nacional da ONG Criança Segura.

2. Como falar com a criança

A melhor maneira de ensinar noções de segurança a uma criança pequena é usar exemplos que tenham coerência com o dia a dia dela. Ao explicar, por exemplo, que ela não deve aceitar balas de um desconhecido, diga que ela poderá ter uma dor de barriga horrível, já que ele não sabe encontrar as melhores balas, como a mamãe. A ideia é informar, e não amedrontar a criança.

Foi essa a maneira escolhida pela escritora Aline Angeli, autora de O Livro das Emergências – O Que Toda Criança Esperta Precisa Saber Sobre Segurança. “No livro, a criança não é ‘ameaçada’ e é nem vítima de um mundo perigoso. Não tem lição de moral. Ela só é estimulada a ser mais esperta e inteligente do que as armadilhas montadas pelo perigo. Elas se sentem fortes, poderosas, e não assustadas”, diz Aline. “A maioria das crianças compreende a noção de que o perigo se esconde em algumas situações, e acredito que vale a pena, sim, apresentar conceitos como o de acidentes caseiros e problemas com estranhos para elas o quanto antes. É preciso treinar com os pequenos o desfecho para situações de emergência, como saber o número do telefone de casa caso se percam na rua”, continua Aline.

As explicações devem ser dadas por inteiro (“Se você cair da janela, vai se machucar, terá muitos dodóis e não poderá mais ficar com o papai e a mamãe”). Do contrário, corre-se o risco de a criança ficar curiosa sobre o desfecho e fazer exatamente o que não pode só para saber o que acontece. E dê um tempo para ela absorver a explicação. Dependendo da idade e do desenvolvimento, o pequeno precisará de mais conversas. Como tudo o que se relaciona à educação infantil, o segredo é a repetição. Explique muitas vezes, e sempre que for necessário. Não será da primeira vez que a criança entenderá e agirá como você quer.

Quando algo ocorrer, se ela realmente cair do sofá ou acompanhar outra pessoa até a lanchonete sem avisá-la, não grite, não berre. Converse. A criança tem de sentir que há uma parceria entre vocês. “Se ficar com medo e perder a confiança nos pais, ela nunca mais vai contar o que fez. Tem de haver uma cumplicidade para que os filhos falem sobre o que aconteceu”, explica Glauce Assunção, psicóloga e neuropsicóloga do Hospital São Camilo/Santana, em São Paulo. Equilibre a bronca para manter o canal de comunicação aberto.

3. Como lidar com pessoas estranhas

Não se engane. Mesmo crianças que costumam “estranhar” quem não conhecem vão seguir um desconhecido se ele oferecer um brinquedo ou um doce. Crianças são crianças! E tendem a achar que adultos são sinônimos de segurança. Os pais precisam explicar, de forma equilibrada, que nem todo mundo é legal, que algumas pessoas são “bobas”, podem bater, deixar a criança sem comida, roubar seus brinquedos e por aí vai. Procure ser o mais claro possível. Não fale em bicho-papão e homem-do-saco. Diga que se trata de um homem ou mulher ruins que podem levá-la para longe da mamãe. Por isso, não se deve aceitar nada de alguém que não se conhece e muito menos acompanhar essa pessoa a algum lugar. E, mesmo em situações nas quais é a mãe de um amiguinho ou uma tia que convida para sair, é necessário que ele avise a mamãe ou o papai. Nesses casos, é claro que a intenção do outro adulto geralmente é boa: ajudar e distrair a criança em determinadas situações. Mas você deve sempre saber onde e com quem seu filho está. Não é necessário incutir medo na criança, mas ela deve saber que não é bom sair sem avisar os pais.

Na lista das explicações a respeito do contato com pessoas estranhas, entra também um alerta sobre ser tocado por elas. O assunto é bem delicado, mas necessário. Vale mostrar que um carinho na cabeça é aceitável, mas que, no restante do corpo, é melhor que apenas papai e mamãe tenham acesso. Fale isso de forma tranquila, do mesmo modo que explica sobre o perigo de dedos na tomada. Crianças pequenas não têm malícia e vão encarar a explicação de forma mais prática do que você imagina.

Oriente seu filho para gritar bem alto se um estranho tentar levá-lo à força. A melhor frase para usar é “Esse não é o meu pai, socorro!”. Ele deve fazer isso mesmo que o tal adulto peça para que fique quietinho. É importante que os pais sempre tenham a confiança da criança para ensinar que, se alguém ameaçá-la dizendo “não conte isso para os seus pais”, ela faça exatamente o contrário e nunca guarde segredos.

4. O que fazer quando se perder

Perder uma criança em locais públicos é muito mais comum do que se imagina. Elas correm para todos os lados, se confundem com a multidão. Um momento de distração e você a perde de vista. Não adianta ficar ameaçando o pequeno a nunca mais sair de casa caso não pare quieto. O melhor é prevenir. A partir de 3 anos de idade, dependendo do desenvolvimento de seu filho, ele já conseguirá decorar o número do telefone de casa. Treine bastante. Ele vai adorar e se sentir importante. Antes disso, crianças devem sair sempre com um cartãozinho com o nome e telefone dos pais. Mostre que o cartão estará no bolso da roupa e, caso ela se perca, deve mostrá-lo a alguém. Mas quem? Aí está o segredo. Não é qualquer pessoa. Sempre oriente seu filho a procurar: a mãe ou pai de outra criança, um guarda/policial/segurança (é fácil para ela identificar o uniforme) ou alguém que trabalhe dentro de uma loja ou restaurante – de preferência no caixa para não ter erro. Diga que essas pessoas poderão ajudá-la a encontrar você novamente. Também é importante pedir que ela não saia da área onde se perdeu, pois você estará procurando por ali.

Caso se perca no shopping, combine que ninguém saíra do local. Se possível, ela não deve nem andar pelas escadas e continuar no mesmo andar, assim será mais fácil encontrá-la. Aqui valem as mesmas regras sobre pedir ajuda. Explique, por exemplo, que ela pode entrar na loja de brinquedo (as mais conhecidas das crianças) e conversar com uma vendedora. Outra dica bacana, dependendo da capacidade de entendimento da criança, é combinar um local ao qual ela deve ir caso se perca. Pode ser sua loja de fast-food preferida ou aquela doceria onde existe um sorvete delicioso – são informações visuais que a criança é capaz de guardar por associação.

Na rua, vale ressaltar o perigo dos carros e orientar para que fique na calçada. Ou, melhor ainda, que entre em um local como uma loja, restaurante, padaria, prédio, onde ficará mais segura e poderá pedir auxílio. Já na praia, o melhor é explicar o perigo de tentar entrar na água caso se veja sozinha. Não é ali que ela deve procurar os pais. Fale que, apesar de bonito, o mar pode ser bem chato com as crianças, pois pode tentar arrastá-las para o fundo e fazer muitos dodóis. Avise que isso acontece também com quem sabe nadar. Por isso, ele deve ficar na areia, perto do lugar onde viu os pais pela última vez. E deve procurar ajuda com outras famílias que estiverem por perto. Ou, se a praia tiver pontos de salva-vidas e informações, geralmente sinalizados com bandeiras bem vistosas, ensine-a a ir até lá. Em hipótese nenhuma ela deve acompanhar estranhos que não sejam o pai ou a mãe de outra criança ou que não estiverem uniformizados.

Finalize as explicações mostrando que o melhor mesmo é ficar sempre ao lado dos pais para nada disso acontecer e estragar o passeio. E, caso a criança se perca, quando achá-la, segure a ansiedade, dê bronca, mas não grite. Respire, mostre o quanto ficou preocupado e, caso ela tenha seguido algumas das suas orientações, elogie o seu desempenho. Mas deixe claro que aquilo foi ruim e não deve acontecer novamente

5. Cuidados que elas devem ter na rua

Perder-se na multidão enquanto anda na rua não é o único problema que pode ocorrer com crianças. Infelizmente, os atropelamentos são a segunda causa de morte infantil no Brasil, segundo a ONG Criança Segura. A explicação é simples: até os 10 anos, o pequeno não tem noção de tempo nem de espaço e não desenvolveu a visão periférica. Fica confuso. Quando vê um carro e um caminhão vindo em sua direção, por exemplo, sempre achará que o último, em razão do tamanho, está mais perto. Mesmo que o carro esteja mais rápido. Ela é incapaz de planejar o ato de atravessar uma rua, que exige observar a calçada lá na frente, ter noção de quanto tempo demora alcançá-la e, ao mesmo tempo, calcular a distância e a velocidade dos carros, muitas vezes vindos de sentidos opostos. Complicado, né? Ela vai ter de crescer e praticar muito para fazer tudo isso sozinha. Até lá, só deve andar na rua acompanhada! E de mãos dadas com o adulto, que deve segurá-la de preferência pelo pulso – mais difícil de escorregar caso ela resolva sair correndo. Com frequência, os pequenos respeitam os adultos até a metade da rua e, depois, achando que não vem mais nenhum carro, soltam a mão e atravessam o restante correndo sozinhos. Não deixe que seu filho se acostume a fazer isso.

Hoje em dia, as calçadas também andam perigosas. Quase todo comércio tem estacionamento na frente e os portões das garagens de prédios aumentam a cada dia. Carros entram e saem a todo momento. Por isso, a mão dada também vale para a calçada.

6. Como se comportar em parques e playgrounds

Os perigos aqui são dois. Primeiro, é bom a criança ter a noção de que brinquedos quebrados, escorregadores com pontas soltas e trepa-trepa faltando partes podem machucar. E isso vai doer muito. A responsabilidade de verificar o estado de manutenção do parque é dos pais, mas a criança pode ajudar avisando quando notar algum problema. Mostre também que cada brinquedo funciona de um jeito, e será legal se isso for respeitado. Por isso, tentar pular do escorregar ou escorregar no trepa-trepa pode doer e acabar com a brincadeira. A ideia não é cercear a criança, mas orientá-la e diminuir o risco de acidentes.

Outro assunto importante, principalmente quando se trata de playgrounds de prédios, é você acompanhar de perto o que está acontecendo. O ideal é nunca deixar a criança sozinha nesses lugares, mesmo que tenha um grupinho de mães por ali, já que nem sempre é possível prever quando elas sairão do lugar. Explique para seu filho que, caso você não esteja por perto, ele não deve sair do playground. Não pode sair do prédio – isso pode ser combinado com o porteiro, mas lembrando que ele não é responsável por tomar conta da criança – e não deve ir ao apartamento de outra pessoa sem avisar você. Explique que ele também não gostaria se você saísse e não avisasse nada. Quer ir à casa do amiguinho? Interfone para os pais e pergunte se pode. Ele tem de fazer isso mesmo que os pais do amigo digam que está tudo bem.

7. As armadilhas dentro de casa

É impressionante como uma casa pode ser perigosa para uma criança pequena. Há móveis altos, cantos de mesa, tomadas, acessórios de cozinha, produtos de limpeza, remédios, pisos escorregadios ou muito ásperos, portas pesadas, janelas sem rede, fornos quentes, vasos sanitários, tapetes que escorregam... A lista não acaba. O jeito é ir mostrando como cada coisa, se usada da forma errada, pode causar dodói e impedir que a criança possa brincar durante um tempo. E explique tudo, com começo, meio e fim.

Dependendo da idade do seu filho, não adianta, por exemplo, simplesmente guardar os remédios em lugares altos. Ele ficará curioso e arrastará uma cadeira para alcançar. Diga que, à medida que ele for crescendo, aprenderá a lidar melhor com tudo aquilo e os riscos de perigo irão diminuir – mas não acabar. Aproveite seus próprios acidentes, como um corte na hora de picar legumes, uma queimadura ao tirar o bolo do forno e até um tropeço, para exemplificar que aquilo pode doer e não é legal. Nada disso fará a criança se esquecer do quanto é gostoso pular do sofá ou xeretar na gaveta dos acessórios de cozinha. Afinal, são crianças e você é quem tem de ficar de olho. Mas, com o tempo e muita explicação, elas podem ficar um pouco mais cuidadosas.

Uma ótima ideia, quando falamos de segurança em casa, é ensinar o número de telefone da polícia para a criança. O 190 é um número fácil de decorar e achar no teclado. Explique que se trata de algo muito sério, um telefone especial que não deve ser usado à toa. Mas tem de ser discado se: um adulto pedir, mamãe, papai ou quem estiver cuidando dele desmaiar, pegar fogo em algum lugar, um desconhecido tentar entrar na casa. Se conseguir dizer o endereço para quem atender, melhor ainda. Acredite: crianças e adultos já foram salvos por essa pequena atitude.

 

Fonte: bebe.abril.com.br

Categoria: Prevenção de Acidentes
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Julho chegou! Confira se sua casa está segura para as férias

Publicado por Angelino em 18/07/2015 às 00h01

Neste mês a maioria das escolas faz um recesso de três ou quatro semanas, com isso, muitas crianças passam o dia em casa, algumas vão para acampamentos ou casa de parentes e outras ainda conseguem conciliar as férias de toda a família e viajam. Seja qual for seu plano de férias, a segurança não pode estar de folga. Siga nosso roteiro e veja se o ambiente está seguro para sua criança aproveitar ao máximo esse período

Em todo o mundo, 830 mil crianças morrem vítimas de acidentes anualmente. Infelizmente, mais de 90% destas mortes acontece nos países em desenvolvimento, justamente aqueles, que como o Brasil, não tem a cultura da prevenção de acidentes. Por ano são gastos mais de 83 milhões de reais no tratamento de crianças acidentadas.

Em nosso país, os acidentes são a principal causa de morte de crianças na faixa etária de 1 a 14 anos. Cerca de 4,6 mil crianças morrem por ano e em média, 122 mil são hospitalizadas, isso só na rede pública de saúde. Importante notar que a cada uma criança que morre, 4 ficam com sequelas permanentes. Além disso, o trauma de um acidente afeta toda a família de forma permanente, seja no relacionamento dos pais, na frequência na escola e no resto da vida da criança. Sabendo que 90% dos acidentes podem ser evitados, o que temos que fazer é agir e cuidar para que nossas crianças não sofram desnecessariamente.

O maior vilão

Todos os anos o Mundo perde 186.300 crianças e adolescentes para o trânsito. Isso significa que são 500 por dia, quatro por minuto. É muita criança, é muito urgente. Mas estas mortes podem ser evitadas fazendo uso de equipamentos de proteção, como os bebês-conforto, cadeirinhas e assentos de elevação, visto que 30% das vítimas fatais são crianças passageiras de veículo. Outros 30% de crianças que morrem no trânsito são pedestres, por isso a importância de ensinar nossas crianças a como se proteger nas ruas, respeitando a sinalização, os semáforos e aprendendo a ver e serem vistas nas ruas. Também no Brasil o trânsito é o causador da maior parte de mortes e hospitalizações de crianças de 5 a 14 anos. Antes dessa idade as principais causas são sufocação e afogamento.

Cuidados nas férias

Sem o grande apelo das férias de verão (janeiro e dezembro no Brasil), o mês de julho é um período de recesso escolar na maior parte do país. Seja em casa ou em alguma viagem, os acidentes não tiram férias e assim como nos outros meses do ano precisam de atenção e prevenção. Por isso, siga os passos a seguir para ver se a sua casa, ou onde suas crianças passarão essas férias, está segura. Melhor prevenir do que remediar.

Casa segura cômodo a cômodo:

BANHEIRO

Férias• Nada de crianças sozinhas na banheira!
• Sempre deixe o vaso sanitário tampado. Dois centímetros e meio de profundidade são o suficiente para causar um afogamento.
• Água do banho: nem muito quente, nem muito fria!
• Remédio não é brinquedo! Guarde-os fora do alcance das crianças.
• Utensílios afiados e aparelhos eletrônicos bem longe também!

 

 

 

QUARTO

Férias• Brinquedos: somente aqueles de acordo com a idade da criança, com Selo do Inmetro e sem pontas afiadas ou que reproduzam sons muito altos . Importante colocar os brinquedos que elas podem usar num local de fácil acesso, para que a criança não fique tentada a ‘escalar’ uma estante para pegar algum brinquedo que esteja com vontade.
• Não deixar no quarto da criança nenhum tipo de material inflamável, muito menos fósforos, cigarros ou isqueiros. Importante também orientar as crianças que estes objetos não são brinquedos.
• Caso a família tenha fumantes e não for possível fumar fora de casa, verificar se foram deixadas cinzas no ambiente, em camas e poltronas, por exemplo. Existe o risco de incêndios.
• No caso de falta de luz, ou caso a ideia seja brincar de sombras na parede, prefira lanternas a velas, e estas sempre com a supervisão de um adulto.
• Em algumas partes do Brasil está frio nessa época, muito cuidado com aquecedores elétricos ou a gás, lareiras e materiais inflamáveis na hora de dormir. Nunca deixar as crianças sozinhas próximas a um aquecedor ou lareira.
• Evite também móveis com quinas afiadas, ou coloque proteções nelas. Não coloque móveis perto de janelas pois a criança pode usar o móvel como uma escada.
• Janelas sempre com grades ou telas.
• Piso muito escorregadio pode estragar a brincadeira, invista em calçados antiderrapantes e tapetes emborrachados.

SALA

Férias• Semelhante ao quarto, muito cuidado com quinas afiadas de móveis, como mesinhas de centro e racks. 
• Importante colocar tela nas janelas e sacadas, principalmente. Nunca deixar uma criança sem supervisão nesse ambiente.
• Em caso de sobrados ou apartamentos de dois andares é importante colocar portões de segurança nas escadas, para que bebês e crianças menores não subam e desçam sozinhas.
• Tomadas são muito atrativas para crianças e podem causar choques nada amigáveis. Cubra com um protetor firme ou com um simples esparadrapo para evitar contato com os furinhos.
• Salas tendem a ser os ambientes mais decorados da casa, mas cuidado com objetos de enfeite que estejam de fácil acesso da criança. Estes não podem ter partes pequenas que podem ser engolidas ou aspiradas, nem se quebrar facilmente. 
• No caso de adultos fumantes, utilizar sempre um cinzeiro e certificar-se que as cinzas estão apagadas.

COZINHA

FériasO ideal seria manter as crianças fora da cozinha, mas muitas famílias gostam de cozinhar juntas, por isso, alguns cuidados:
• Deixar os cabos das panelas no fogão virados para trás enquanto cozinha
• Evite utilizar toalhas de pano na mesa, as crianças pequenas podem puxá-la como apoio para alcançar algo que está na mesa correndo o risco de ter comidas quentes, vidros e talheres caindo sobre elas 
• Os objetos cortantes, fósforos e sacos plásticos devem ficar fora do alcance das crianças também. Caso sua criança cozinhe com você, procure por facas de silicone sem corte, ou tesouras pequenas sem ponta, somente para auxiliar. Muito cuidado com queimaduras no fogão, ou por escaldo, quando algum alimento quente cai sobre as crianças.

 

 

ÁREA DE SERVIÇO

Férias• Baldes e bacias virados para baixo, caixas d’água e cisternas sempre bem fechadas.
• Produtos de limpeza devem ser armazenados em armários trancados e fora do alcance das crianças, assim como eletrodomésticos e outros equipamentos elétricos que devem ser utilizados por adultos.

 

 

 

 

 

 

 

RUA
FériasSeja para viajar, fazer uma visita ou passeio de carro, algumas dicas são importantes para segurança no trânsito:

• Sempre usar a cadeirinha, ou bebê-conforto, ou assento de elevação se forem de carro 
• Respeitar a sinalização de trânsito em qualquer lugar.
• Atenção ao desembarcar de carros e ônibus, olhe antes de atravessar a rua e ensine sua criança a fazer o mesmo. 
• Caso o passeio saia muito da sua rotina, ou caso você esteja levando seu/sua filho/a para casa de outra pessoa, deixe um alarme no celular ou algum brinquedo que te lembre de não esquece-lo/a no banco de trás preso/a a cadeirinha.

 

 

 

FORA DE CASA

Férias• Checklist do parquinho seguro: equipamentos em boas condições; piso macio (borracha ou areia); nada de ferrugem, pregos expostos, superfícies instáveis.
• Patinete, bicicleta e skate: Só com capacete apropriado para o tamanho da criança, joelheira e cotoveleira.
• Piscinas: considere instalar uma cerca ao redor da piscina fixa e sempre esvaziar e virar para baixo as piscinas infantis após a brincadeira.
• Não deixe as crianças empinarem pipas em lajes ou próximos a rede elétrica.

 

 

 

 

 

 

Fonte: criancasegura.org.br

Categoria: Prevenção de Acidentes
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