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Natal Seguro

Publicado em 16/12/2015 às 09h42
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Acidentes Infantis

Publicado por Angelino em 28/09/2015 às 12h00

"Crianças estão muito sujeitas aos mais diversos tipos de acidentes e o controle disso é uma questão de saúde pública, tão alto é o número de vidas abreviadas e invalidadas. Prevenir os acidentes infantis é uma questão de informação e de atenção de pais, educadores e de todos aqueles que zelam pela infância".

Acidentes Domésticos Matam um Bebê Por Dia em SP

Os acidentes domésticos figuram entre as principais causas de morte na infância, além de serem a origem de invalidez em inúmeras crianças. Diversas instituições brasileiras iniciaram, desde a década de 80, a computar os atendimentos em prontos-socorros relacionados aos acidentes domésticos envolvendo a faixa etária de zero a quatorze anos, e os números alcançados são assustadores - nem tanto pela quantidade de vidas abreviadas, mas pelo fato de que muitas destas tragédias poderiam ter sido evitadas com medidas simples e um tanto mais de atenção. Estima-se que, para cada criança que morre outras 900 podem sofrer seqüelas de todo tipo, incluindo invalidez permanente.
Com base em fatos publicados pelo Jornal da Unesp (Universidade do Estado de São Paulo), sabe-se que relatórios da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) demonstram que, entre 1985 e 1993, ocorreram 2.916 mortes de crianças com menos de um ano por acidente no Estado de São Paulo. Todavia, os índices podem ser mais assustadores, pois os pais costumam esconder as notificações de acidentes.
A pesquisadora e psicóloga Sandra Regina Gimeniz-Pascoal, do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp de Marília/SP, desenvolveu tese de doutorado sobre a prevenção às quedas de bebês e, examinando os números do Seade, salientou que "Esses números, porém, são subestimados, pois as mães receiam dizer que a morte foi acidental e as estatísticas oficiais são deficientes".
Outros dados da mesma fonte, através da Sessão de Psicologia, indicam que os acidentes domésticos matam um bebê por dia, no Estado. Segundo artigo do Dr. Evanildo da Silveira, neste jornal, "toda mãe que tem criança pequena sabe que qualquer descuido pode resultar em acidente. As conseqüências podem se resumir a um simples susto, mas podem também provocar seqüelas permanentes e até a morte".
Segundo informações do COREN-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo), a atitude preventiva de acidentes infantis é um dos compromissos do Enfermeiro. De acordo com informações de Shirley Rangel Gomes, enfermeira da Unidade Infantil do Hospital e Maternidade São Camilo, o Pronto Socorro Infantil do Hospital registrou, no período de novembro de 1996 a maio de 1997, 566 atendimentos de acidentes infantis, representando 3,1% do total de atendimentos realizados (18.200). "As estatísticas são muito pobres, pois não existe, nos pronto-socorros, um protocolo obrigatório que identifique a causa dos acidentes", acusa a enfermeira, na época Chefe de Enfermagem do Hospital. Sua pesquisa foi exatamente com base em um protocolo aplicado com a ajuda de toda a equipe do hospital. 

Causas Mais Comuns dos Acidentes Infantis

De acordo com especialistas em saúde na infância, os acidentes mais comuns envolvendo crianças são provocados por quedas, armas de fogo, afogamentos, engasgos, queimaduras, envenenamentos, sufocação e falta de segurança no transporte. De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, o acidente com transporte é a principal causa de morte infantil. "Está ligado à desatenção dos adultos que insistem em levar as crianças no banco da frente dos carros, no colo das mães e o que é pior, sem o cinto de segurança", advertem. 
Conforme os dados de Minas Gerais, maus tratos, brigas, abusos sexuais e queimaduras causaram cerca de 790 mortes de crianças, no ano 2000. Convém destacar que entre os acidentes infantis, a queda da cama ou do trocador de fraldas, por exemplo, figura entre as primeiras razões de morte acidental.

Cada Etapa da Infância Oferece Seus Riscos

De acordo com a pesquisa realizada pela ex-chefe de enfermagem Shirley Rangel Gomes, do Hospital São Camilo, de São Paulo, o maior índice de acidentes observados no Pronto Socorro do Hospital ocorreu na faixa etária de 8 a 12 anos (31,4%). A pesquisadora concluiu que, por esta faixa etária corresponder à fase escolar, a criança desenvolve atividades independentes do seu círculo familiar, na escola, entre os amigos e praticando esportes, o que a expõe a maiores oportunidades de acidentes.
Na seqüência, a segunda faixa etária mais atingida corresponde à etapa dos 2 aos 4 anos incompletos, ou seja, 17,8% do universo pesquisado. Nesta idade, a criança caminha sozinha, sua curiosidade é inata ao seu desenvolvimento e o ambiente pode ser propício aos acidentes, explica a enfermeira. Entre os 4 e 6 anos incompletos, correspondentes à fase pré-escolar, a criança dispõe-se a realizar tarefas ainda inadequadas ao seu desenvolvimento físico e intelectual, o que pode levar a acidentes. A enfermeira concluiu que as outras faixas etárias são importantes, mas representam índices pouco menores, embora com o mesmo risco de morbidade.
De acordo com a pesquisa realizada no Hospital São Camilo, os meninos seriam mais propícios aos acidentes, mas, como representam apenas 56,7% dos acidentes infantis, a enfermeira Shirley, avalia que "esta realidade, dos meninos serem mais propícios aos acidentes, em função de suas brincadeiras serem mais arriscadas, está mudando, uma vez que cada vez mais as meninas estão também brincando mais com bolas, bicicletas, skates". Além disso, ela lembra que meninas se queimam muito, com a mania dos pais de deixarem que brinquem na cozinha. Elas se machucam muito, também, ao jogar vôlei e basquete.

Em 63,3% dos Casos, os Acidentes Acontecem em Casa

Um dado alarmante revelado pela pesquisa da enfermeira, é que em 62,3% dos casos atendidos no Hospital, o local em que se deram os acidentes envolvendo crianças foi sua própria casa ou a de parentes. Com um índice bem mais reduzido, a escola desponta como o segundo palco dos acidentes infantis: 15,7%, seguida da rua, onde ocorrem 11,1% dos casos. "A grande maioria dos acidentes acontece na presença da mãe", diz a enfermeira, que chama a atenção para o fato de que o comportamento das crianças muda muito na presença materna, muitas vezes visando chamar a atenção de uma mãe em geral também ocupada com outros afazeres domésticos.

A Necessidade de Prevenção

Muitos dos acidentes que mutilam a infância - em especial as queimaduras, afogamentos, quedas, agressões, atropelamentos, envenenamentos, transporte inadequado, entre outros - poderiam ser evitados. A conclusão é do Dr. Domingos André, cirurgião do Hospital João XXIII, da Rede Fhemig. De acordo com o especialista, o adulto é o grande responsável por estes traumas. Ele cita que somente no ano passado, o Hospital João XXIII registrou nada menos que 8.791 ocorrências com lesões diversas e 17,4% delas, ou seja, 1.530 atendimentos ocorreram com crianças de um a cinco anos de idade. Ele adverte que o trauma é considerado uma das doenças mais graves do século XX e que, não havendo medidas eficazes de prevenção, pode se tornar uma verdadeira tragédia no início do milênio.
Trabalhando com a prevenção de acidentes infantis, a psicóloga Sandra Regina relatou que "os acidentes infantis, quando não matam, podem mutilar ou deixar seqüelas neurológicas irreversíveis. Como não há vacina contra isso, tem-se que tentar preveni-los, mudando o comportamento das mães". A doutora aponta para o descuido e a negligência de algumas mães no tangente às quedas da cama ou do trocador de fraldas, que geram sérios traumatismos crânioencefálicos em crianças.

A psicóloga cita como principais cuidados para prevenir os acidentes, não deixar os bebês sozinhos; observar cuidados quanto aos trocadores de fraldas; cuidar da segurança dos móveis; evitar camas com colchas de tecido escorregadio; ter atenção e cuidados ao colocar as crianças em cadeirões de alimentação e em berços; ter especial atenção com as janelas abertas, escadas e com os cuidados durante o banho do bebê, para que esse não caia na água e possa se afogar.

Prevenindo os Acidentes Infantis

O Dr. Manuel Naves, pediatra do Pronto Socorro do HRT (Hospital Regional de Taguatinga, de Minas Gerais), publicou em sua página pessoal na Internet uma série de dicas para proteção contra os acidentes infantis, divididas por faixas etárias. A Enfermeira Shirley, por sua vez, autora de uma cartilha de prevenção aos acidentes infantis, editada pelo Hospital São Camilo, de São Paulo, também dá dicas neste sentido e as organiza do mesmo modo: por faixas etárias.

0 aos 6 meses

De acordo com o pediatra, dos 0 aos 6 meses, por exemplo, a criança precisa de proteção o tempo todo e os acidentes tendem a ocorrer mais freqüentemente quando ela adquire o hábito de se virar, engatinhar e pegar objetos. 
Ele indica que, para evitar queimaduras, a mãe teste a água do banho com o cotovelo e evite beber líquidos quentes, como café ou sopa, com o filho no colo. Além disso, ele adverte que os únicos locais seguros para que um bebê nesta idade fique sozinho são o berço e o cercadinho. No entanto, é necessário que se verifique se os espaços entre as barras do berço são adequados para que o bebê não passe entre eles ou prenda sua cabeça. Neste sentido, os cercadinhos de malha são considerados os mais seguros. 
O médico lembra que nunca se deve deixar uma criança desta faixa etária sem assistência sobre uma mesa de troca de roupas, por exemplo. Para evitar afastar-se, a recomendação é deixar sempre as fraldas à mão antes de largar a criança, recomenda o pediatra.
Dos 0 aos 6 meses, os brinquedos devem ser grandes o bastante para não serem engolidos, além de serem resistentes para não quebrarem. Também é importante que não tenham pontas nem arestas agudas, sendo arredondados e de madeira lisa ou de plástico. Eles também não devem conter tintas tóxicas. Na hora de comprar, recomenda-se que se verifique as recomendações de idade do fabricante, alerta.
É importante também que se mantenha objetos pequenos e agudos, fora do alcance das crianças. O mesmo com os sacos plásticos, fios de telefone longos e travesseiros fofos, que podem ser sufocantes, asfixiando a criança. O médico chama a atenção também para que a criança não durma na mesma cama que os pais, que, ao virarem-se à noite, podem asfixia-la.
Nas viagens de automóvel, as crianças nunca devem ser transportadas no colo das mães no assento dianteiro, pois, em um acidente, o corpo da mãe pode esmagar o do filho contra o painel, sem que esta tenha qualquer controle sobre a situação. O transporte adequado para bebês é a cadeirinha no banco de trás, sempre com cinto de segurança.

7 aos 12 meses

As crianças nesta faixa etária, descreve o Dr. Naves, já começam a engatinhar, ficam de pé e podem começar a caminhar. Eles põem tudo na boca. Deve-se ter cuidado, em especial, com os riscos de afogamento e de queimaduras, evitando-se a cozinha, considerada o local mais perigoso da casa. O médico propõe mesmo que se coloque um bloqueio que impeça a passagem da criança para a cozinha, pois líquidos e alimentos quentes, fios elétricos, torradeiras, bules, garrafas e o próprio fogão são perigosos, assim como a tábua de passar roupa.
Nesta etapa, deve-se manter fora do alcance das crianças todos os remédios e venenos, assim como os produtos perigosos, que devem ser mantidos em suas embalagens originais. Para evitar quedas, compensa usar portas ou portões nas escadarias e baixar o estrado das camas a partir do momento que a criança começa a sentar ou ficar de pé. Os cuidados que vinham sendo tomados até os seis meses podem ser todos mantidos. As tomadas podem passar a ser protegidas com protetores nos soquetes. 

1 a 3 anos

O médico de Taguatinga, MG, explica que as crianças de 1 a 2 anos são muito ativas e têm necessidade de investigar, escalando, abrindo portas e gavetas, retirando coisas de armários e brincando com água. O De acordo com a cartilha "Acidentes na Infância" editada pelo Hospital São Camilo, de São Paulo, e disponível no seu site, nesta idade as crianças são ainda fascinadas pelo fogo e capazes de abrir a maioria dos recipientes, além de explorarem armários de louças, medicamentos, mesas de cabeceira, interior de guarda-roupa, geladeiras, fornos, entre outros locais que reservam perigos. Observar de perto as crianças desta idade é essencial para evitar acidentes.
Elas estão muito interessadas no que estão fazendo e tem pouca consciência dos perigos que podem estar correndo. São comuns as quedas e os cortes, por isso é preciso manter as portas ou caminhos para escadas, depósitos ou rua trancadas ou bloqueadas. Vale a pena usar pratos e copos de plástico e verificar os móveis com bordas cortantes. O pediatra ensina que nesta idade as crianças são rápidas e imprevisíveis. Elas podem arremessar e chutar bola, correr, pular e pedalar um velocípede. Elas começam a entender. Mas ainda não sabem o que é perigoso. Elas necessitam de proteção, supervisão e disciplina firme.Na banheira, deve-se usar tapetes não derrapantes e instalar grades em todas as janelas acima do primeiro andar. A cozinha continua sendo uma área de risco. 

3 a 5 anos

Com esta idade, explica o pediatra, a criança explora a vizinhança, corre, escala, anda com velocípede, aprende a andar de bicicleta, brinca com outras crianças, atravessa a rua e esses movimentos precisam ser feitos sob atenta vigilância. A enfermeira Shirley ensina ainda que nesta fase as crianças sobem em árvores, ficam em pé em balanços, brincam com mais violência com os brinquedos, bolas pesadas, fósforos e isqueiros, além de experimentarem remédios. Nesta fase, as crianças podem aceitar e responder aos ensinamentos, porém, elas ainda necessitam de proteção. 

6 a 12 anos

Aos seis anos, a criança explode em energia e constante movimento. Com um tempo de concentração breve, elas iniciam novas tarefas que não conseguem concluir, são autoritárias e sensíveis. Aos sete anos, elas ficam mais quietas que aos seis, mas são mais criativas e gostam de aventuras. Dos oito aos dez, são curiosas em relação ao funcionamento das coisas, tem maior autonomia para realizar tarefas. Dos dez aos doze, são intensas, observadoras, acham que sabem tudo, são energéticas, indiscretas e argumentadoras. Querem ser líderes e aceitas nos seus grupos, buscando, muitas vezes, atitudes radicais. 
Durante esta faixa etária, recomenda o médico, em que os filhos estão longe de casa, por vezes durante horas, disciplina e orientação são essenciais. A escola e grupos comunitários partilham de responsabilidade por sua segurança. "Seus filhos estão participando de equipes esportivas, fazem parte de algum grupo e tentarão algo mais. Podem idolatrar e querer imitar heróis infantis ou uma pessoa mais velha que viva perigosamente" alerta. Segundo o Dr Manuel, crianças nessa idade devem assumir alguma responsabilidade por sua própria segurança, porém é aconselhável andar acompanhada até 11 anos, alerta. 

Equipamentos de Segurança e Situações de Risco

Em entrevista exclusiva, por telefone, para esta reportagem, a enfermeira Shirley atenta para o fato da indústria nacional ainda não ter descoberto o grande filão dos equipamentos de segurança para crianças. "A maior parte dos equipamentos disponíveis no mercado são importados e caros, inacessíveis para as classes mais baixas", lamenta. Além disso, acusa, a indústria nacional não faz propaganda do que produz, e as pessoas não conhecem as possibilidades que o mercado oferece. 
A enfermeira lembra ainda da precariedade das construções, enfrentadas pelas classes mais baixas da população. Ela relata que é comum receber crianças com graves lesões por quedas de lajes mal construídas ou por terem caído elas próprias de terraços sem proteção. Os poucos playgrounds disponíveis para esta população também carecem de manutenção e são palco freqüente de acidentes, envolvendo cortes em brinquedos enferrujados, perfurações com pregos e fraturas.
Ela chama a atenção ainda para a crueldade comum de colocar lâminas de barbear em escorregadores e garante que a melhor maneira de prevenir este tipo de acidente é realmente contar com a presença constante e atenta das mães.
Outro dado curioso apresentado por Shirley é o da freqüência com que os fios das pipas empinadas pelos meninos causam sérios acidentes. Na semana desta entrevista, ela relatou, um rapaz que dirigia uma moto foi morto pelo fio de uma pipa que havia sido "turbinado" com cerol, pó de vidro utilizado para tornar o fio mais cortante na briga de pipas. Em alguns casos, as crianças também utilizam pó metálico, que além de tudo é condutor de energia e freqüentemente causa eletrificações, quando cruzam com a fiação elétrica da cidade. 
A enfermeira chama ainda a atenção para o risco dos pisos encerados e dos tapetinhos, comuns nas casas dos idosos e um perigo tanto para eles quanto para as crianças. A reutilização de embalagens alimentícia com produtos de limpeza é ainda um grande causador de intoxicações entre as crianças, muito fascinadas pelas texturas e cores chamativas dos detergentes, xampus e água sanitária. 
Outra ocorrência freqüente nos pronto-socorros relata Shirley, são das crianças que engoliram moedas. A "síndrome do cofrinho", considerada muito engraçada por alguns pais desavisados, pode causar grandes transtornos intestinais. O tratamento, na verdade, é mais doloroso e traumático do que o acidente em si, explica. Para retirar uma moeda do aparelho digestivo de uma criança, é necessário que esta seja levada em jejum para o hospital, que tome anestesia geral e que faça uma endoscopia.
A enfermeira lembra ainda que algumas receitas caseiras para tratar acidentes simples podem causar grandes transtornos e a exposição da criança a tratamentos dolorosos e desnecessários no hospital. Para dar exemplos, ela cita o uso de pomadas, manteiga e óleo sobre as queimaduras e a aplicação de borra de café sobre os cortes.
Ao chegar ao pronto-socorro, é necessário lavar estes "curativos", o que pode ser bastante dolorido para a criança. Para evitar este tipo de iniciativa caseira e prestar o atendimento correto, ela sugere que os pais façam cursos de pronto-socorro, quando possível, ou que chamem o atendimento de resgate em casa, o que pode ser mais rápido e eficiente até do que levar a criança em conduções não habilitadas para o socorro. 
A prevenção dos acidentes na infância pode e deve ser instituída. O termo "acidente" implica a sua imprevisibilidade, e embora seja certo que as lesões não tenham maior probabilidade de ocorrer do que as doenças, estar atento para as situações de risco pode evitar perdas irreparáveis. 

 

Fonte: www.boasaude.com.br

Categoria: Prevenção de Acidentes
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EMERGÊNCIA: o que fazer em caso de acidentes

Publicado por Angelino em 06/09/2015 às 00h01

Acidentes

1. Se o bebê colocar o dedo na tomada

"Se ele estiver só chorando, não aconteceu nada grave. Mas, se desmaiar, leve-o para o hospital. É muito importante prevenir acidentes assim porque um choque pode causar uma parada cardíaca em um bebê", alerta a pediatra Márcia Sanae Kodaira, coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

2. Se a criança ingerir produtos de limpeza

"Pegue a criança e a embalagem do produto e corra para o pronto-socorro. No caminho, ligue para o pediatra ou para o centro de controle de intoxicações. Não adianta dar leite nem água e nunca force o vômito, pois o produto queima na ida e na volta", esclarece a pediatra Márcia Sanae Kodaira.

3. Se a criança puxar uma panela e tiver queimaduras graves

A pediatra Márcia Sanae Kodaira, coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo, explica: "Coloque a área queimada na água fria e leve a criança para o hospital. Não passe nenhum produto, como pasta de dente, pois eles atrapalham o atendimento quando a criança chega ao pronto-socorro".

4. Se a criança ingerir medicamentos

"Mantenha a calma e veja o que ela ingeriu e em qual quantidade. Pegue a embalagem do produto e vá com a criança para o hospital. Não force o vômito porque, dependendo do que foi ingerido, o pequeno pode perder a consciência ou ficar sonolento e aspirar o vômito", ensina Roberto Tozze, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.

5. Se o bebê comer o coco do gato ou o vômito do cachorro

"Isso normalmente acontece com bichos que são da casa, ou seja, estão vacinados e tomam vermífugo. Observe se a criança tem diarreia ou vomita e avise o pediatra. Não é necessário forçar o vômito. Esses casos são mais nojentos do que perigosos", ensina a pediatra Márcia Sanae Kodaira, coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

6. Quando a criança bate a cabeça

Avalie se foi só mais uma pancada ou se foi um trauma sério. Se a criança vomitar ou perder a consciência, corra para o pronto-socorro.

7. Se a criança for mordida pelo cachorro de estimação

"A boca dos animais é cheia de bactérias, por isso leve o pequeno para o pronto-socorro. Mesmo que não precise suturar, é importante limpar o local e receber a orientação médica", indica a pediatra Márcia Sanae Kodaira, coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

8. Se a criança cair e quebrar um dente

"Faça uma compressa com algodão ou gase para estancar o sangue e procure um especialista. Mesmo os dentes de leite precisam de atenção e reparos, embora alguns pais pensem que podem simplesmente deixar para lá", aconselha Roberto Tozze, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.

9. Se a criança cair na piscina e beber muita água

"Se a criança caiu, se assustou e saiu chorando, está tudo bem. Se ela bebeu um pouco de água, é só observar em casa mesmo, fazer ela se acalmar, ver se está respirando direitinho. Lógico que, com o susto, a criança fica ofegante, por isso tenha calma. Se ela bebeu muita água ou perdeu a consciência, é necessário fazer a respiração boca a boca e começar as manobras de ressuscitação", ensina a pediatra Márcia Sanae Kodaira.

DICA: Tenha na porta da geladeira os telefones para casos de emergência, como contato do pediatra, do hospital mais próximo e do Centro de Controle de Intoxicações de sua cidade.

 

Fonte:mdemulher.abril.com.br

Categoria: Prevenção de Acidentes
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PREVENÇÃO: elimine as armadilhas da sua casa

Publicado por Angelino em 01/09/2015 às 00h01

Acidentes domésticos

No quarto

O quarto do bebê deve ser um lugar absolutamente seguro, sem nada que possa machucar. Lembre-se de diminuir a altura do berço conforme a criança cresce - em geral eles têm três níveis e, quanto maior a criança, mais fundo deve ser o berço para que ela não pule ou caia.

No banheiro

As crianças são muito rápidas. Alguns segundos de distração são o suficiente para causar um acidente que pode ser fatal. Por isso, o melhor ainda é prevenir. Antes de começar a trocar o bebê ou dar banho, tenha tudo ao alcance das mãos. Nunca deixe a criança sozinha em cima de trocadores e banheiras, nem por um segundo. E, quando ela já for grande o suficiente para tomar banho de chuveiro, coloque um tapete de borracha próprio para boxes. Os azulejos molhados se tornam extremamente escorregadios e a criança pequena, muitas vezes, não tem coordenação nem equilíbrio apurados para evitar a queda.

Nas tomadas elétricas

Coloque proteção em todas as tomadas. São fáceis de encontrar e evitam graves acidentes. As crianças não têm discernimento para saber o que machuca, portanto você pode dizer para ela não colocar o dedinho na tomada, mas isso não vai impedir que ela tente mesmo assim.

Na cozinha

A pediatra Deborah Malta, coordenadora do Departamento de Análise de Situação de Saúde do Ministério, salienta que "entre as principais causas de queimaduras em crianças estão as provocadas por contato com substâncias quentes (líquidos, alimentos e água quente). Em seguida, as queimaduras causadas por fogo ou chama e objetos quentes". Portanto, mantenha a criança longe da cozinha - vale usar grades para impedir a passagem - e, caso isso não seja possível, não beba substâncias quentes com bebês no colo, não deixe o pequeno chegar perto do forno e mantenha o cabo das panelas virado para dentro do fogão para impedir que mãozinhas curiosas puxem recipientes ferventes.

Na lavanderia

Produtos de limpeza devem ser mantidos em armários trancados. Além disso, mantenha-os em suas embalagens originais. Colocá-los em garrafas de refrigerante, por exemplo, pode aumentar a curiosidade da criança.

Na piscina

Mantenha a piscina inacessível para as crianças. Coloque grades de proteção e oriente o pequeno sobre o perigo. Lembre-se de que as capas sobre a água não impedem que a criança caia e se afogue.

Janelas e escadas

Use telas de proteção em todas as janelas. Mesmo as crianças bem pequenas são capazes de empurrar uma cadeira para perto da janela e cair. Se a sua casa tiver escadas, invista em grades de proteção porque uma queda pode ser grave.

Medicamentos

Nunca se refira a um medicamento como doce, pois isso pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer. "Como as crianças tendem a imitar os adultos, evite tomá-los na frente delas", alerta a ONG Criança Segura.

 

Fonte: mdemulher.abril.com.br

Categoria: Prevenção de Acidentes
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Acidentes domésticos com crianças

Publicado por Angelino em 30/08/2015 às 00h01

Acidentes domésticos

A maioria dos episódios acontece dentro de casa e os mais comuns são queimaduras, quedas, afogamentos e intoxicações. Evite essas situações e saiba como acudir seu filho, se necessário.

1. Qual a fase em que as crianças se machucam mais?
Criança se machuca o tempo todo: caminha, tropeça, corre, cai, bate a cabeça, mas, de acordo com o pediatra Luiz Carlos Carvalho das Neves, "elas se machucam mais quando começam a se movimentar sozinhas, ou seja, no período que aprendem a engatinhar e caminhar". Isso não quer dizer que os bebês estejam a salvo. E quedas nessa fase podem significar ferimentos graves: "Muitas vezes, os adultos acham que o bebê é pequeno demais para se mexer e o coloca deitado na cama sem uma barreira de proteção", completa Neves. O tipo de acidente, no entanto, muda de acordo com a idade dos pequenos.
 
2. As crianças podem ser influenciadas por histórias infantis e desenhos animados e achar que podem voar como um super-herói?

"As crianças de até 8 anos costumam fantasiar, imaginar situações e criar um mundo de faz de conta em suas brincadeiras. Sendo assim, o real e o imaginário se confundem e, muitas vezes, elas não percebem que estão em perigo. O ideal é que o pais fiquem atentos e busquem alternativas de segurança, como telas de proteção e travas. Além disso, sempre que presenciarem uma situação que envolva risco para a criança, devem chamá-la para conversar e, com muita paciência, auxiliá-la a discernir o real do fantasioso, como explicar que o super-homem não voa de verdade", orienta a psicóloga Isis Pupo, de São Paulo. Isso não quer dizer que a criatividade das crianças precisa ser censurada. "A fantasia, a imaginação e a criatividade são extremamente importantes e saudáveis para o desenvolvimento psíquico. Os pais não devem reprimir as fantasias do filho porque é com o brincar que a criança se expressa, aprende a enfrentar problemas, ensaia e consegue buscar soluções para o mundo e para angústias reais", completa Isis.
 
3. Com que idade as crianças começam a ter noção do perigo?
"Com 1 aninho, o bebê já sabe o que é não. Se os pais explicaram que não pode colocar o dedo na tomada, por exemplo, ele sabe que não pode, mas isso não impede que ele tente mesmo assim", alerta a pediatra Márcia Sanae Kodaira, de São Paulo. "Por volta dos 4 ou 5 anos, as crianças começam a ter discernimento do que pode machucar ou não, mas cabe aos pais orientar", completa Luiz Carlos Carvalho das Neves, pediatra do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. Portanto, vale lembrar: o melhor é sempre prevenir, orientar e não deixar a criança sem vigilância.
 
4. Adianta deixar a criança se machucar para aprender o que é perigoso?
"Não, de forma alguma. Não é assim que se ensina. Uma conversa é muito mais eficaz do que a dor", enfatiza Roberto Tozze, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 
5. Quais são os acidentes mais comuns com crianças de até 6 anos?
"Em bebês de até 1 ano, as lesões acontecem por: queda (do berço, do trocador, do carrinho), asfixia (cobertores ou por aspirar alguma peça pequena de brinquedo) e queimadura (água do banho ou quando a mãe está tomando café quente com a criança no colo, por exemplo, e derruba a bebida). Com crianças de 2 a 4 anos, o acidente mais comum é a queda. Elas engatinham ou andam e, por isso, escadas passam a ser um grande risco. Outra lesão que poderia ser evitada são os tombos do carrinho de supermercado. Os pais deixam a criança sentada no carrinho, se viram para pegar alguma coisa que tenha faltado e, pronto, já foi tempo suficiente para o pequeno ficar em pé e cair. Normalmente, é uma queda bem feia porque é alta e o chão do supermercado é bem duro. Já tivemos caso de traumatismo craniano no pronto-socorro por causa de quedas assim", alerta a pediatra Márcia Sanae Kodaira, coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.
 
6. Um estudo do Ministério da Saúde mostra que 91% das queimaduras em crianças ocorrem em casa. Como os pais podem avaliar se a queimadura pode ser tratada em casa ou requer assistência médica?
Os pais não têm condições de avaliar se a queimadura é de primeiro, segundo ou terceiro grau. "Se o local ficar muito vermelho ou com bolhas, ligue para o pediatra para receber orientação", explica a pediatra Márcia Sanae Kodaira. Quando o acidente for mais grave, com panelas e líquidos quentes, por exemplo, leve a criança para o pronto-socorro.
 
7. As crianças batem a cabeça com bastante frequência. Isso pode ser prejudicial? Como saber se é necessário correr para o hospital?

"As crianças batem a cabeça o tempo todo! Se for um trauma leve, os pais precisam apenas observar. Se ficar um galo, vale colocar uma compressa fria ou gelo enrolado em uma toalha - não coloque o gelo diretamente em contato com a pele do pequeno porque queima", orienta a pediatra Márcia Sanae Kodaira, coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.
 
8. Quanto tempo deve durar essa observação? E o que os pais precisam analisar nesse período?

"É importante observar a criança nas primeiras 24 horas. Se ela vomitar ou ficar com sonolência além do normal, é necessário ligar para o pediatra. Mas mantenha a calma para observar porque uma criança que chora demais, às vezes, vomita. E, além disso, depois de chorar muito, cansa e quer dormir. É necessário distinguir o sono normal do pequeno. Quando a mãe chama e a criança não responde, ou abre os olhinhos e logo fecha novamente, pode significar uma lesão. Caso a criança perca a consciência, deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro", explica a pediatra Márcia Sanae Kodaira.
 
9. Com o que uma criança é capaz de se intoxicar?
O envenenamento é a quinta causa de hospitalização por acidentes com crianças de 1 a 4 anos. "Acidentes assim acontecem porque a criança ingere produtos de limpeza e medicamentos. Por isso, é tão importante manter esses produtos em armários fechados a chave, impedindo o acesso pelos pequenos. E lembre-se de manter os produtos de limpeza em sua embalagem original, não coloque em garrafas de refrigerante, por exemplo, porque tende a chamar mais a atenção dos pequenos curiosos", explica Luiz Carlos Carvalho das Neves, pediatra do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. Caso, mesmo com as precauções, a criança ingira produtos perigosos, pegue a embalagem e corra com a criança para o pronto-socorro. "Não force o vômito porque a substância causará danos ao descer e ao voltar. E não adianta dar leite nem água. Leve-a para o hospital", enfatiza Márcia Sanae Kodaira, pediatra e coordenadora médica da unidade de emergência e internação do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

 

Fonte: mdemulher.abril.com.br

Categoria: Prevenção de Acidentes
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Segurança de brinquedos e outros produtos de crianças

Publicado por Angelino em 07/08/2015 às 00h01

Segurança

RIO - A morte de um bebê de seis meses por asfixia, depois de ficar preso no vão entre a lateral do berço e o colchão, reacendeu a preocupação de pais, educadores, fabricantes e órgãos de regulação com os produtos destinados a crianças. O acidente levou o Inmetro, que havia certificado o berço, a estabelecer novas regras para a fabricação do produto e mandar retirar do mercado todos os que estiverem em desacordo com o novo padrão.

Embora o hábito de informar ao Inmetro problemas por falta de segurança nos produtos infantis seja recente no país, o setor já é o terceiro com mais acidentes de consumo, atrás apenas do grupo eletrodomésticos e utensílios para casa. Nos últimos dez anos, foram registrados 236 acidentes no instituto, a maioria a partir de 2013, quando o serviço passou a ser mais divulgado. No mesmo período foram convocados 34 recalls, segundo dados da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Não sem motivos, a nova portaria do Inmetro ressalta a necessidade de atenção especial ao público infantil, considerado o mais vulnerável entre todos os consumidores.

A Burigotto, fabricante do berço dobrável modelo Nanna, usado pelo bebê que morreu asfixiado, foi notificada pela Senacon a convocar um recall do produto e, assim, proteger consumidores que têm o berço em casa. As vendas já estão proibidas pelo Inmetro. A empresa recebeu ofício do Senacon dia 9 deste mês e informou que tomará todas as medidas necessárias. Mas não detalhou quando pretende realizar o recall.

PERIGO DE CUSTOMIZAÇÃO

Recentemente, o Inmetro identificou um novo risco. Chupetas e mamadeiras estão sendo customizadas com pérolas e cristais que podem facilmente descolar e serem aspirados ou engolidos pelos bebês. Os produtos são vendidos em feiras de artesanato e pela internet. Por essa razão, o instituto prepara uma portaria que vai proibir a venda desses produtos e multar os responsáveis.

— A customização torna o produto inseguro. É uma adulteração de algo que foi certificado. Inclusive, retiram a chupeta da embalagem com o selo do Inmetro, a customizam, e a colocam de volta, o que pode erroneamente levar pais a acreditarem que é segura.

Pela legislação brasileira, brinquedos, chocalhos, berços, chupetas, mamadeiras e cadeirinhas de bebê para carros só podem ser vendidas após passarem pelo processo de avaliação da conformidade do Inmetro, para que atendam aos requisitos mínimos de segurança estabelecidos em norma ou regulamento técnico.

Segundo o instituto, os produtos que levam o selo de conformidade são periodicamente testados e, se for comprovado que o fabricante desrespeitou a norma, seu certificado pode ser suspenso ou revogado. Entretanto, o fato de o produto ter sua conformidade avaliada não exime o fornecedor da responsabilidade pela sua qualidade, ressalta Paulo Coscarelli, assessor da diretoria de Avaliação da Conformidade do Inmetro, ao comentar o fato de um berço com selo do instituto ter sido causa de um acidente fatal:

— A certificação é para agregar confiança ao produto. A responsabilidade pela segurança é do fabricante. E os testes que fizemos são por amostragem. Por isso também fazemos fiscalizações no comércio, para verificar se realmente as regras estão sendo cumpridas.

Os testes feitos pelo Inmetro verificam, por exemplo, se o produto tem partes pequenas que podem se soltar, com risco de a criança levá-las à boca, ou bordas cortantes. Também medem a presença de metais pesados nocivos à saúde — como chumbo, cádmio e arsênio —, que só podem estar presentes em limites bem baixos, conforme os padrões internacionais de segurança.

Os próximos produtos a terem certificação obrigatória serão os carrinhos de bebê e as cadeiras altas de alimentação, cujas regulamentações estão em processo de implantação. Segundo Coscarelli, o instituto também estuda a criação de regras para a fabricação de vestuário infantil.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste - Associação de Consumidores ressalta que dois cuidados básicos com a segurança dos pequenos dependem exclusivamente dos pais:

— Produtos clandestinos ou falsificados, vendidos essencialmente no comércio de rua, podem ter preços vantajosos, mas comprometem a segurança das crianças, pois não foram certificados ou passaram por testes de qualidade. Além disso, os pais devem respeitar a faixa etária para a qual o brinquedo foi destinado, pois ele pode conter peças inadequadas ao manuseio por uma criança de menos idade, por exemplo.

São cuidados constantes na casa de Joyce e Luiz Fernando Nahas, moradores da Tijuca e pais de Manuela, de 3 anos. O casal orienta a pequena a não pôr brinquedos na boca, só compra em lojas que são referência e procura estar sempre por perto quando ela está brincado.

— Sempre a ajudo a explorar o brinquedo. É uma responsabilidade compartilhada com quem o fabrica. Ela já ganhou de aniversário um brinquedo que não era para a idade dela. Está guardado até hoje — conta Joyce.

Para a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Gabriela Guida de Freitas, em se tratando de criança não existe uso certo e errado de brinquedos e equipamentos, então, a indústria tem de se precaver:

— A criança está em pleno processo de desenvolvimento. Ela é criativa e está explorando o mundo. Então, o ideal, é que a indústria pense em todas as possibilidades possíveis de uso ao projetar esses produtos.

O presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) e da Associação Brasileira de Produtos Infantis (Abrapur), Synésio Batista da Costa, explica que todos os produtos e brinquedos infantis são projetados sob a lógica do “uso e abuso mais do que o razoavelmente previsível”, ou seja, prevendo que a criança pode submeter um artigo bem além do uso normal, criando possibilidades de utilização para qual o produto não se destina.

— Um projeto leva em consideração o peso da criança, sua altura, movimentação, agitação, idade, e força. Depois disso, multiplicamos por três vezes e, no caso de manuseio por adultos, por seis — explica o executivo.

Sobre o incidente ocorrido com o berço da Burigotto, Costa afirmou que esta é a primeira fatalidade registrada com produto desse tipo e que reativou a comissão de berços da Associação Brasileira de Normas Técnicas para discutir o aprimoramento dos testes de segurança para esse produto.

Segundo ele, como o setor não foi consultado nem teve tempo hábil para adequar sua produção à nova regulamentação do Inmetro, publicada no último dia 21, vai propor ao instituto que, em vez de recolher os berços, os lojistas orientem os pais a usarem o equipamento sem colchão.

— O berço é aprovado pelo Inmetro e o que teria causado a morte foi o uso inadequado do colchão, que não vem com o berço, e tinha tamanho menor do que o ideal. Nos EUA e na Europa esse tipo se berço dobrável é usado sem colchão. No Brasil, alguns manuais orientam que o colchão tenha a medida exata do berço e outros não fazem menção alguma ao uso do acessório. Teremos de rever e padronizar essa instrução — explicou.

A Burigotto informou que, assim que o Inmetro solicitou, no dia 1° de junho, iniciou a retirada do berço Nanna dos pontos de venda. E que aguarda a conclusão de novos testes técnicos do instituto para prestar novas orientações aos consumidores.

FIQUE ALERTA:

Berço

Verifique se há o selo do Inmetro. Os produtos certificados só podem ter espaçamento máximo de 6,5 cm entre as grades laterais, para que o bebê não coloque a cabeça no vão. Já entre o estrado e as laterais a distância não pode ultrapassar 2,5 cm, para que a criança não prenda mãos e pés.

Brinquedos

Só compre brinquedos com o selo do Inmetro. Respeite a faixa etária a que são destinados e, antes de entregá-lo à criança, leia as instruções de uso. Cuidado com os grampos metálicos liberados na retirada do brinquedo da caixa.

Carrinho de bebê

Como eles ainda não são certificados, verifique se não há risco de a criança facilmente prender os dedos nas partes dobráveis, e se o cinto assegura que ela não escorregará pelo vão entre as pernas.

 

Fonte: oglobo.globo.com



Categoria: Prevenção de Acidentes
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Dicas de segurança na internet para as crianças e adolescentes

Publicado por Angelino em 05/08/2015 às 00h01

Segurança na Internet

Os especialistas tendem a recomendar que todos os adultos trabalhem em conjunto para ensinar os pequenos a navegar com segurança

"Olha como ele aprendeu sozinho! Dá para acreditar?" Toda família já teve seu momento de puro deslumbramento ao ver uma criança - às vezes até um bebê - interagir com uma tela de celular. A agilidade com que dedinhos tão pequenos encontram os caminhos virtuais é mesmo incrível - e o assombro dos adultos, compreensível. O que nem pais nem professores admirados podem é se deixar levar e pensar que têm pouco ou nada a ensinar sobre tecnologia à criançada de hoje, que já chega ao mundo rodeada de toda essa parafernália, com a qual ganha intimidade rapidamente. Está aí uma conclusão perigosa.

"Você deixa uma criança só na rua? A mesma coisa vale para a internet", resume Erika Kobayashi, coordenadora de programas da Childhood Brasil, entidade que trabalha na prevenção ao abuso sexual infantil. Ela lembra que, apesar da facilidade tecnológica, a nova geração não sabe se proteger narede. Em coro com alguns educadores e especialistas em tecnologia, ela faz um alerta: os adultos precisam assumir a educação virtual das crianças e dos adolescentes. Mas, afinal, de quem é a responsabilidade: dos pais ou dos professores? Quem deveria, por exemplo, ficar de olho no que rola na comunidade que a classe criou em uma rede social?

A resposta a essas questões não é simples, porque o espaço virtual embaralhou as responsabilidades. Ocorre que, na internet, é mais difícil determinar de quem é a posse do território onde os problemas e conflitos acontecem. Há várias situações que podem se transformar em risco. Por exemplo, quando um aluno acessa a internet do próprio telefone durante o período de aula ou quando faz em casa, mas a pedido da escola, uma pesquisa no Google sobre o aparelho reprodutivo. Ou, ainda, se começa a trocar narede mensagens agressivas com um colega.

Justamente pela dificuldade em estabelecer limites entre os deveres dos educadores e os da família em casos assim, os especialistas tendem a recomendar que todos os adultos trabalhem em conjunto para ensinar os pequenos a navegar com segurança. "É papel dos dois estar presente na redee mediar as situações de conflito online. E nem é preciso ter conhecimento especializado para isso", afirma a psicóloga Juliana Cunha, coordenadora psicossocial do Helpline, canal de orientação gratuito a crianças e adolescentes vítimas de violência na internet da ONG SaferNet.

Plano de combate

O bloqueio de sites e até de certas palavras e imagens foi a primeira medida tomada por escolas do mundo todo, numa tentativa de barrar conteúdos inadequados. Mas os alunos logo passaram a se dedicar à tarefa de descobrir como quebrar as barreiras dos softwares de segurança colocados nos computadores das escolas. "Adolescentes veem filtros de conteúdo como um jogo de forças: 'Não querem que eu veja?' Então, quebrar o sistema vira um desafio", diz a pesquisadora Cristina Ponte, coordenadora da equipe portuguesa do projeto EU Kids Online, que pesquisa o uso da internet naEuropa. Outro problema é que os filtros frequentemente barravam pesquisas solicitadas pelos próprios professores. "Acabou mudando o paradigma. Hoje as políticas de segurança estão voltadas para a cultura de respeito", diz Cristina.

O trabalho de conscientização que os adultos precisam fazer com essa nova geração para enfrentar os perigos da rede tem várias etapas. Mas, segundo Juliana Cunha, da ONG SaferNet, o primeiro grande passo é pais e educadores criarem um código de conduta para as crianças na rede, do mesmo modo que estabelecem regras para a diversão no recreio ou um passeio no parque. Com os pré-adolescentes e adolescentes, a orientação pode ser aprofundada. Deve-se discutir com eles o conceito de identidade, tão alterado nos últimos tempos por causa do advento das redes sociais. "Tudo o que se publica ali faz parte da construção da identidade. Nenhuma informação postada passa impunemente", alerta Regina de Assis, especialista em mídias na educação, do Rio de Janeiro. Nessas conversas, ela diz que os adultos têm de "abrir o jogo" sobre os riscos de assédio, a perda de privacidade e os danos ao se navegar em sites que incitam a violência.

Especificamente em sala de aula, educadores podem trabalhar uma navegação mais construtiva com a garotada. "O professor deve falar sobre sites inadequados e apresentar aqueles que são interessantes, enriquecedores para o estudo, pois cabe a ele oferecer um menu de alternativas de pesquisa aos alunos", diz Regina. E pondera: "Tomar consciência da urgência do diálogo sobre segurança na internet é importante, mas não é preciso pânico".

Segurança dentro de casa
 
1. Nem entre quatro paredes seu filho está seguro.
2. Dicas para começar já a fazer sua parte na redução dos riscos dele no espaço online.
3. Mantenha o computador que as crianças usam em áreas comuns, como a sala de estar, e com o som aberto (sem fones de ouvido).
4. Navegue junto com os pequenos nos primeiros anos de contato deles com a internet.
5. Altere as configurações do YouTube para que o site não aça indexação de vídeos. Isso significa que diminuirão as sugestões de outros vídeos relacionados que surgem no canto da tela ou no fim de cada exibição.
6. Não proíba os pequenos de entrar em redes sociais, e bora não sejam recomendadas para menores de 13 anos
7. Se fizer isso, eles entrarão escondidos. Melhor conversa sobre os riscos e convencê-los a nunca adicionar estranhos. Atenção: crianças não têm 300 amigos!
8. Não tente controlar cada passo online de um filho adolescente. Dialogue com ele sobre a vida virtual e mostre como evitar riscos. Assim, ele não a verá como uma bisbilhoteira.
9. Se seu filho joga pela internet com desconhecidos, orientte-o a criar um apelido e nunca abrir informações pessoais.Aborde noções de privacidade - e o valor
disso – com crianças e adolescentes.
10. Explique a importância de nunca repassar a senha a amigos.
11. Estabeleça horários para navegar e não deixe seus filhos conectados o dia todo.
12. Oriente os pequenos a não publicar informações sobre os locais que frequentam.
 
Categoria: Educar, Prevenção de Acidentes
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Chinesa fica presa em escada rolante e salva o filho

Publicado por Angelino em 27/07/2015 às 18h01

Escada Rolante

A cena chocante foi registrada por câmeras de segurança (Foto: Reprodução/YouTube)

Uma mulher morreu após ficar presa no mecanismo de uma escada rolante, mas antes usou suas últimas forças para salvar o filho pequeno. O caso chocante aconteceu em um shopping de Jingzhou, na província central de Hubei (China), neste domingo (26), e foi registrado por câmeras de segurança.

Nas imagens, que foram divulgadas noYouTube, a mulher de 30 anos aparece já no topo da escada rolante, com o filho de 2 anos no colo. Assim que ela dá o primeiro passo ao chegar no piso superior, o alçapão da escada cede e a mulher cai no vão. Antes de ser sugada pelo mecanismo, ela consegue passar o filho para funcionárias do shopping, que estão perto. As mulheres ainda tentam ajudar, mas não conseguem soltá-la do mecanismo.

Segundo a imprensa local, que destacou o episódio na manhã desta segunda-feira (27), o corpo da chinesa foi retirado do local horas depois. A escada havia passado por manutenção recentemente e, segundo dados inicias da investigação, os funcionários podem ter esquecido de parafusar a placa de metal que foi substituída.

A história da mãe que conseguiu salvar o filho momentos antes de morrer comoveu a população, que se manifestou na rede social Weibo. "Exemplo supremo do instinto materno", escreveu um internauta.

O caso está sendo investigado. O vídeo do acidente foi divulgado no YouTube - as cenas são fortes:

Casos semelhantes

O incidente não é o primeiro a acontecer no país. Em 2012, um menino de nove anos morreu após ficar preso em uma escada rolante em uma loja em Pequim. Em 2011, os degraus de uma escada rolante mudarem repentinamente de direção em uma estação de metrô também em na capital chinesa. O acidente aconteceu na hora de pico e causou a morte de um garoto de 13 morreu e deixou mais de vinte pessoas feridas.

 

Fonte: www.redetv.uol.com.br

 

Categoria: Notícias
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Menino de 3 anos morre ao ser atingido por televisão

Publicado por Angelino em 27/07/2015 às 00h01

Acidente aconteceu enquanto mãe levava babá até o portão

Vitor Félix

 

Vitor Félix Gobi, de 3 anos, morreu nesta segunda-feira ao ser atingido por um aparelho televisivo
(Foto: Arquivo pessoal)

Uma criança de três anos morreu após ser atingida por um aparelho de televisão em Curitiba (PR), na noite desta segunda-feira (20). De acordo com o Soldado Julio Feitosa, do Corpo de Bombeiros de Curitiba, que realizou o atendimento, os vizinhos ouviram a mãe pedir por ajuda e socorreram Vitor Félix Gobi, levando-o até o Quartel de Bombeiros do Boqueirão. Ao chegar, a criança já apresentava parada cardiorrespiratória. Com auxilio de um médico, a equipe tentou reanimá-lo por 40 minutos, sem sucesso. Depois, o garoto foi encaminhado para o Hospital Cajuru, onde já chegou sem vida.

Vitor Félix

Segundo Feitosa, a mãe da criança, Letícia Mirabete Félix, informou aos bombeiros que ela havia deixado o filho sozinho na sala para levar a babá até a porta e, quando voltou, encontrou o filho inconsciente, com a TV sobre ele. A hipótese para a causa da queda é a de que a criança tenha tentado escalar o aparelho, que pesava cerca de 40 quilos.

Parentes e amigos próximos da família lamentaram o acidente e realizaram homenagens nas redes sociais. O pai, Dimas Gobi, não se pronunciou diretamente sobre a fatalidade, mas publicou uma foto com o garoto e escreveu a letra de uma canção.

Acidentes domésticos são muito comuns e podem ser evitados com alguns cuidados. Os pais devem, por exemplo, observar se há móveis leves, que podem virar sobre as crianças.

De acordo com Wilson Maciel, um dos organizadores do livro Crianças e Adolescentes Seguros (Publifolha), da Sociedade Brasileira de Pediatria, o local onde acontece a maior parte dos acidentes é a cozinha. Depois, vem o banheiro, o corredor (quem diria?), as escadas, os quartos e a sala. 

Faça um teste para saber se sua casa é segura. 

 

Fonte: revistacrescer.globo.com

Categoria: Prevenção de Acidentes
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