Angelino - o anjinho distraído
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Angelino escreveu em 17/03/2011

Coleira para crianças desperta críticas e reflexões.

Matéria da Folha.com sobre coleiras para criançasParece coleira de cachorro, mas é uma mochilinha com alça, que prende a criança à mãe. A cena, que começa a ficar mais comum em capitais do país, gera olhares tortos e também curiosidade.

A mochila-coleira é usada há décadas nos EUA, na Europa e no Japão. Aqui, ainda é novidade, embora seja vendida em grandes lojas para bebês há cerca de dois anos. Confira matéria da Folha.com.

A culinarista Marisa Abeid, 32, de Sorocaba, admite que, à primeira vista, o acessório parece “estranho”.

Mas conta que usou um modelo de braço (ligando o pulso da criança ao do adulto) no filho Pedro, de três anos, quando ele tinha um ano e meio. “Num piscar de olhos, ele sumia”, diz a mãe, que se sentia mais segura assim. Ela pretende usar o mesmo artifício com o mais novo, João, de sete meses.

O instrumento só causa polêmica por falta de hábito, para a pediatra Maria Aurora Brandão, 63, do Hospital São Luiz. Ela “encoleirou” os filhos 40 anos atrás, em uma viagem a Portugal. “É uma questão de segurança.”

A arquiteta Larissa Lieders, 32, comprou a mochila para sair sossegada com a filha Olivia, de quatro anos. “Ela corre pela rua, em supermercados e lojas. Se estou carregando sacolas, tenho que largar tudo e ir atrás.”

Às vezes, segundo a mãe, Olivia fica irritada com a coleira. Na semana passada, aprendeu a se livrar dela.

A publicitária Lica Ribeiro, 30, ouviu coisas como “Parece cachorro” e “Só falta dar ossinho”, ao circular com o filho Pedro, de três anos e meio, “acorrentado” a ela. “A primeira reação das pessoas é criticar. Mas criança não quer pegar na mão, quer explorar as coisas. A mochila é segurança para a gente e liberdade para eles.”

De acordo com Ricardo Halpern, presidente do departamento de pediatria do comportamento e desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, o acessório só vale para lugares com aglomeração. “Não causa nenhum prejuízo à criança se usado de forma adequada.”

Já a psicóloga e colunista da Folha Rosely Sayão diz que a guia é uma comodidade para pais que querem olhar outras coisas que não os filhos. “Querem ter filhos, mas agir como se não tivessem. Alguns podem perceber, depois, que passou o tempo de dar as mãos aos filhos, e não aproveitaram.”

Roseli Caldas, professora de psicologia da Universidade Mackenzie, concorda. “Para sermos práticos, deixamos de lado a afetividade.”

Segundo Caldas, a criança precisa mais do toque da mãe do que de fita que a prenda.

“Esse limite que depende de uma “coleira” não prepara para o desenvolvimento. A voz de comando da mãe tem que valer. Se a criança não construiu essa noção de autoridade, como será no futuro? Que fita a mãe usará na adolescência?”, pergunta.

Luciene disse:

Eu, quando grávida pela segunda vez e com um filho de 2 anos usei sim a coleira para andar em shopping quando foi necessário.
A criança de 2 anos corre sim, e ficaria impossível, no meu caso, correr atrás dele quando soltava da minha mão para ir atrás de algo que o interessasse.
Não tem absolutamente nada a ver com falta de afetividade, aliás, isso é um grande absurdo.
Usei e recomendaria o uso se fosse indagada a respeito.

carolina disse:

eu deve ser muito “CARETA”!!!
ACHO Q SE ALGUÉM P PREDER OS FILHOS POR PERTO PRECISA TRATA-LO COMO ANIMAL,NAUM MERECE SER PAI,POR ISTO Q VEMOS MUITAS PESSOAS Q DEUS NAUM DA ESTA BENÇÃO,PQ NAUM SABERIAM COMO AGIR,CRIEI MINHA FILHA E NUNCA PRENDÍ POR PERTO A FORÇA E SEMPRE ESTEVE DPO MEU LADO NUNCA PERDÍ E NUNCA ABANDOENI TMB!!!!

Sofia disse:

Não é bem coleira, poderia chamar de mochilinha ou pulseira. Nada a ver o psicólogo q diz: Querem ter filhos, mas agir como se não tivessem.” papo de psicólogo xarope que provavelmente não tem filho e não passou pelo susto de perder o filho no shopping ou mercado. Tem criança q parece q fica esperando vc se abaixar pra pegar uma sacola, ou abrir a bolsa pra pagar algo no caixa. Soltou a mão é a “deixa” pra sairem correndo rs.

Eu já usei as coleirinhas e também já perdi minha filha numa loja num piscar de olhos! Segurança nunca é excesso!

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